Comerciante da Ceasa Curitiba reclama da falta de estrutura

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Ministro Stephanes e senador Osmar Dias, que fazem parte do setor agrícola, comentaram sobre algumas dificuldades apontadas por atacadista

Um comerciante de São José dos Pinhais, que não quis se identificar, relatou ao Pauta SJP.com sobre necessidades de estrutura no trabalho como atacadista na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) – Curitiba, no bairro Tatuquara. De acordo com o empresário, que tem um box alugado há muitos anos, chegar todos os dias às 5h para comercializar verduras tem sido um grande desafio, principalmente pela falta de segurança. O site ouviu lideranças políticas nacionais diretamente envolvidas com o setor agrícola.

Segundo o comerciante, o governo do Estado anunciou em agosto que haverá um processo licitatório, mas as condições de estrutura não favorecem o interesse em crescer no local. “Até o momento não ficou claro qual será a vantagem no processo de licitação para os atuais locatários”, disse o atacadista, que comentou sobre outras questões de estrutura. “Recentemente um representante do poder público disse que temos de ter mais limpeza no local, porém, o que gastamos como taxa de limpeza não é pouco. Diversas autoridades comentam sobre a Ceasa Curitiba, mas falta o contato com os produtores e atacadistas, que trabalham diretamente neste mercado. Também é complicada a falta de segurança, pois às vezes tem mais polícia às 11h, no final do comércio, do que entre as 5h e 6h, período de maior movimento. Existem casos de roubos de pessoas que perdem o ganho do dia dentro da Central de Abastecimento”, reclamou o comerciante.

O ministro Reinhold Stephanes lembrou que o governo federal só administra duas ceasas no Brasil, que ficam no Sudeste. “Nos últimos anos as ceasas, fora a Ceagesp, de São Paulo, e a Ceasaminas, em Belo Horizonte, ficaram como responsabilidade dos governos estaduais. Cabe aos estados darem segurança aos usuários. São programas que devem valorizar os agricultores e não os atravessadores, pois a idéia é tornar o comércio mais fácil entre o produtor e a população”, falou o ministro.

Para o senador Osmar Dias, que como o ministro esteve em São José dos Pinhais em um evento empresarial na última sexta-feira (24), o objetivo das ceasas é facilitar a integração comercial entre produtores e atacadistas em todos os aspectos. “Quanto a segurança, o local possui equipamentos de valor agregado alto e a segurança é muito importante. Sobre a licitação, é de direito que todos participem. Acredito que os comerciantes que estão no local possuem a experiência necessária para concorrerem com os interessados de fora”, disse o senador.


Licitação
A Ceasa do Paraná , empresa vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, lançou em agosto edital de licitação pública para 17 áreas na Central de Abastecimento de Curitiba, entre boxes para atacado e lojas. Antonio Comparsi de Mello, presidente da Ceasa do Paraná, explicou que a modalidade de pregão presencial é a mais adequada para ocupar áreas disponíveis na empresa, uma vez que os interessados podem acompanhar todo o processo, apresentar lances e verificar o andamento das demais propostas.

A unidade de Curitiba está instalada no bairro Tatuquara, às margens da BR 116, com uma área total de terreno de 510 mil metros quadrados e 72.011 metros quadrados construídos. São 644 boxes no setor atacadista, 86 “pedras” destinadas ao produtor rural, 50 espaços para o comércio de flores, 84 lojas de atípicos e 13 lanchonetes. A comercialização de hortigranjeiros em 2008 foi de 702.778,78 toneladas, com cerca de 15 mil visitantes e 5 mil veículos.

Nesta semana o PautaSJP.com vai apurar com a Ceasa de Curitiba sobre os programas e projetos direcionados ao local.

[PautaSJP.com]

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