SJP terá posto de coleta de leite humano

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APMI pretende instalar unidade até o segundo semestre deste ano

A ausência de postos de coleta nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) dificulta o aumento no estoque de leite humano dos Hospitais. Em São José dos Pinhais, apesar de algumas mães já participarem da doação em domicílio, o processo é prejudicado pela logística de ir até as casas. O problema deve ser amenizado até o segundo semestre de 2010, quando a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) de SJP promete abrir um posto de coleta de leite humano na cidade.

“Nossa intenção é criar um Centro de Lactação, onde daremos informações e atenção às gestantes e lactantes, ensinando o modo correto de amamentar e aproveitar a sobra do leite humano para outros bebês”, afirma a presidente da APMI, Maria Elenir Mizerkowski. “De início, doaremos esse leite para os Bancos dos hospitais de Curitiba, mas a intenção é suprir também os hospitais de SJP”, adianta.

A doação do leite humano vindo do posto de coleta de SJP poderá ajudar a suprir a demanda de UTIs Neonatais de Curitiba. A coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Evangélico, a nutricionista Luciana Holzpach, conta que hoje são 23 os bebês internados na Unidade do Evangélico. “Infelizmente só conseguimos atender a 60% deles”, diz. Segundo a nutricionista, a simples sobra do leite da amamentação de uma mãe a seu filho pode fazer a grande diferença na vida de outros bebês. “Nem sempre a mãe tem leite ou ele é insuficiente”, lembra a coordenadora.

No Banco de Leite do Hospital das Clínicas, também em Curitiba, o estoque geralmente consegue suprir os 28 bebês da UTI. “Mas gostaríamos de poder atender a outros bebês, já em alta, assim como hospitais e mães da RMC”, pondera a coordenadora do Banco do HC, Maria Celestina Gazziotin.


Doe seu leite
A doação de leite humano muitas vezes é prejudicada pela falta de campanhas e informação sobre o assunto. “É muito simples e gratificante esse ato de doar leite”, conta a analista de planejamento Priscila Casa Grande, mãe de uma menina de quatro meses.

Priscila doa a sobra da amamentação da filha desde que viu uma propaganda na TV sobre o tema. “Eu não sabia que podia doar. Quando vi me motivei a ajudar outras mães que não têm leite”, revela. Hoje, ela mesma tira o leite, armazena no congelador e entrega toda semana à equipe do Hospital Evangélico, que vem buscar o leite em sua casa. “Não há nenhum problema, apenas benefícios para todos os lados”, reforça.

O leite congelado, doado pelas mães, é levado aos Bancos de Leite onde é identificado, descongelado, medida sua acidez, pasteurizado (aquecido à 63ºC por 30 minutos) e depois resfriado (a 5ºC por mais 20 minutos). “Esse processo elimina vírus e bactérias que possam contaminar o leite, deixando-o 100% livre de contaminação”, explica Luciana.

Ainda assim, o leite é enviado ao laboratório onde é novamente avaliado com exames microbiológicos, para afastar qualquer suspeita de contaminação. Só então, se aprovado, ele é enviado para a distribuição. “Quanto mais mães doarem, mais bebês poderão sentir os imensos benefícios do leite humano”, assegura Priscila.


Serviço
Para mais informações sobre os Bancos de Leite acesse: www.fiocruz.br/redeblh / www.evangelico.org.br / www.hc.ufpr.br ou ligue 3240-5117 (Evangélico), 360-1867 (HC). Centro de Lactação de SJP: Rua Isabel Redentora, 2044, Centro. Fone: 3035-1979

[PautaSJP.com / jornalista Mauren Lucrecia]

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