Educação, um debate necessário

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Por Adelino Venturi

A Educação é um tema sempre atual e fundamental para a vida do país. Esse debate não pode se reduzir às formalidades de praxe, que tratam da questão de maneira superficial. Agora, porém, o tema ganhou maior relevância na Conferência Nacional de Educação (Conae), que se realizou recentemente em Brasília, com amplo destaque para a questão do investimento em educação.

O evento aprovou uma proposta para que seja investido 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no ensino público. Mas para a secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, é preciso antes discutir “qual é o projeto de escola para o país”. Muito importante essa visão estratégica da secretária do Mec.

Na avaliação de Pilar, a escola brasileira hoje não atende as necessidades das novas gerações. “É uma escola anacrônica para crianças e jovens digitais”, afirma. Para a secretária, o atual projeto não funciona para a atual geração e precisa de reformas.
No Conae, ela participou de um colóquio sobre a ampliação da obrigatoriedade do ensino, aprovada ano passado pelo Congresso Nacional. A partir de 2016, as crianças deverão ser matriculadas aos 4 anos e só poderão deixar as escolas após concluírem o ensino médio, aos 17 anos.

Para a transformação do atual modelo da escola, seria necessário modificar diferentes etapas e processos da educação. “Você precisa mudar a formação de professores, os equipamentos das escolas, as diretrizes curriculares”, disse.
Pilar defendeu que aumentar o financiamento é “muito necessário”, mas mais recursos não resolvem os problemas do ensino público “sozinhos”. “Não há solução simples para problemas complexos”, afirmou. Esse é o melhor de todos os debates na área da educação.

É uma política de base, uma políticas social de relevância extraordinária, que por isso deve ser tratada com o devido respeito, com a devida atenção.

Como afirmou a ilustre professora, educação é algo complexo e, por isso, não pode ser abrangida com soluções simplistas. É necessário que todos que fazem parte da nossa sociedade, em particular formadores de opinião e dirigentes e membros das entidades organizadas, participem desse debate, em todos os lugares, em todos os momentos. Afinal, o Brasil do futuro deve ser construído sobre alicerces muito bem plantados, uma estratégia que começa por uma escola de boa qualidade.

Adelino Venturi é professor, empresário e membro da Associação Comercial, Industrial, Agrícola e de Prestação de Serviço (Aciap), de São José dos Pinhais

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