Café com Prosa promoveu palestra com o psicólogo Marcos Meier

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Clínica de Psicomotricidade Relacional trabalha com crianças de dois até jovens de 21 anos. Tema do encontro, a autoestima infantil.

O Programa Café com Prosa reúne profissionais de saúde e educação, pais e demais interessados no desenvolvimento social das crianças. Os encontros ocorrem em Curitiba por meio de palestras e conversas sobre diferentes temas. A organização é da Clínica de Psicomotricidade Relacional, do Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR), pós-graduação da área de psicomotricidade relacional, originária da França. A última explanação, realizada na última terça-feira (06), teve palestra do mestre em Educação e psicólogo, Marcos Meier, com o tema, “Como ter uma autoestima saudável e ajudar as crianças a desenvolvê-la”.

Segundo o educador, a formação da autoestima como característica da personalidade das crianças é responsabilidade direta dos pais. “Os filhos devem ser criticados de forma positiva. O foco para se chamar a atenção é o meio e não o indivíduo. Caso a criança não deixe o quarto arrumado, não é chamando-a de porco que ela se tornará uma pessoa organizada. A bagunça é do quarto. Quando a criança arruma o espaço, o foco se inverte, e a crítica é dirigida à pessoa, que deve receber o elogio por ter alcançado uma conquista”, explicou o psicólogo, perante público de 70 pessoas.

“As crianças são bombardeadas diariamente por milhares de informações, incluindo estímulos de consumo, que podem frustrá-las e afetar a autoestima. A contra partida vem dos pais, que também devem dar a elas milhares de informações sobre seus pontos de vista e valores. Os filhos podem receber estímulos externos sobre sexo e violência, mas a relação com seus responsáveis funcionará como um filtro, para a formação da personalidade”, comentou Marcos Méier.

Entre as participantes, estava a psicóloga de São José dos Pinhais, Ana Maria Ferreira de Paula. “Após a palestra, fica o pensamento do quanto temos que nos preocupar com uma maior conscientização, para que as crianças saibam lidar com o estímulo da erotização e do consumo”, falou Ana de Paula.

O formador em Psicomotricidade Relacional, Leopoldo Vieira, destacou a importância de se aprender a lidar com a frustração. “Como o Marcos Meier enfatizou, a frustração é importante. Saber lidar com ela, minimiza o sofrimento e pode evitar um possível suicídio. As crianças podem se frustrar, de forma que ocorra a superação dos desafios”, disse Leopoldo Vieira.

As sessões semanais da clínica ocorrem de forma individual e em grupo, na sede Curitiba do CIAR, com crianças a partir dos dois anos até jovens de 21 anos. A pós-graduação do CIAR trabalha com aspectos afetivos motores e sociais, desenvolvendo as potencialidades do indivíduo e prevenindo o aparecimento de dificuldades de socialização, de aprendizagem, psicomotoras e emocionais.


Jogo simbólico
A Psicomotricidade Relacional foi criada pelo educador francês André Lapierre (1923-2008). A metodologia tem o objetivo formar profissionais para desenvolver trabalhos nos âmbitos educacional, clínico e organizacional, com crianças, adolescentes e adultos, tendo como meta a prevenção e a profilaxia mental (diagnóstico precoce). O método se utiliza do jogo simbólico, por meio de objetos como bolas, bambolês, cordas e bastões. Informações www.ciar.com.br.

[PautaSJP.com]

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