Pais participam de curso sobre a importância dos limites com crianças

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Profissionais de Psicomotricidade Relacional, pós-graduação da área educacional e psicológica, realizaram de 04 a 05 de maio, encontro com pais para discutir importância dos limites no desenvolvimento dos filhos. A dinâmica, organizada na sede do Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR), em Curitiba, enfatizou a relação entre dar afeto e a capacidade dos pais terem suas orientações acatadas pelos pequenos.

Segundo a psicomotricista relacional e psicóloga, Aline Tatar, entre os primeiros limites a serem colocados para o bebê, está a amamentação. “No período da amamentação começa a se estruturar a relação entre afeto, o cuidar da mãe com seu filho, e programação de horários. A rotina é um fator organizacional que dá estrutura psíquica à criança”, disse a profissional, que descreveu algumas formas básicas de limites.

“Existe o limite físico, que começa ainda no ventre da mãe, e depois essa questão física se torna o limite de um quarto ou de uma casa. Essas relações estão diretamente ligadas ao afeto, pois os pais geram afeto. Se há afeto, há contenção do limite. O limite sem afeto é o da sociedade. Cada filho chega na vida de um casal em um momento diferente, inclusive financeiramente, e cada filho vai ter formas diferentes de cuidados”, falou Aline Tatar.

De acordo com a psicomotricista relacional e fonoaudióloga, Luiza Rocha, o equilíbrio entre a função materna e paterna define a harmonia na família. “A relação de cuidado e alimentação está condicionada mais à mulher, e de autoridade e incentivo para o conhecimento do mundo por meio dos maridos. Antes da função materna e paterna, tem a função de ser casal, onde os filhos não devem entrar, pois é a manutenção da vida afetiva entre homem e mulher.”

Ainda sobre o tema, ela destaca que concordar com os filhos é entrar na zona de conforto. “Falar sim é fácil, pois não se impõe limites. Ao se dizer não, isto acarreta explicações e posicionamentos que terão de ser mantidos, ou seja, dá muito mais trabalho. Sem esquecermos que o bem de um filho depende do quanto os pais buscam seu próprio bem”, comentou Luiza Rocha.

Entre os participantes, estava Cesar Menezes. “Educar exige desafios, e quanto mais informações tivermos será melhor, pois ao longo do tempo as crianças mudam e precisamos evoluir junto”, disse Cesar Menezes. Para Elaine Anzoatgui, foi interessante perceber a complexidade que envolve a proposta da palestra. “A criança é influenciada no aprendizado e consequentemente na formação adulta”, falou Elaine Anzoatgui.

A palestra também teve a participação como convidadas das psicomotricistas relacionais Luci Ane Moro Rosa e Daniela Précoma Moro. Contato com as profissionais no CIAR (41) 3343 6964.

[PautaSJP.com]

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