A rotina como exercício para trabalhar o limite nas crianças

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As psicólogas Aline Tatar e Luiza Rocha ministram cursos da área de Educação voltados aos pais que queiram melhorar suas relações com os filhos. Elas também são especialistas no desenvolvimento infantil, por meio do trabalho em Psicomotricidade Relacional, pós-graduação da área ducacional e psicológica. De acordo com as psicólogas, dar limite aos filhos, de forma que eles atendam aos pedidos e ordens dos pais, está relacionado em como dar afeto. A rotina, por meio da amamentação, e depois os momentos de brincadeira das crianças, são fases muito importantes para se estabelecer os limites.

Segundo a psicomotricista relacional e psicóloga, Aline Tatar, entre os primeiros limites a serem colocados para o bebê, está a amamentação. “No período da amamentação começa a se estruturar a relação entre afeto, o cuidar da mãe com seu filho, e programação de horários. A rotina é um fator organizacional que dá estrutura psíquica à criança”, diz a profissional, que descreveu algumas formas básicas de limites.

“Existe o limite físico, que começa ainda no ventre da mãe, e depois essa questão física se torna o limite de um quarto ou de uma casa. Essas relações estão diretamente ligadas ao afeto, pois os pais geram afeto. Se há afeto, há contenção do limite. O limite sem afeto é o da sociedade. Cada filho chega na vida de um casal em um momento diferente, inclusive financeiramente, e cada filho vai ter formas diferentes de cuidados”, explica Aline Tatar.

De acordo com a psicomotricista relacional e fonoaudióloga, Luiza Rocha, o equilíbrio entre a função materna e paterna define a harmonia na família. “A relação de cuidado e alimentação está condicionada mais à mulher, e de autoridade e incentivo para o conhecimento do mundo por meio dos maridos. Antes da função materna e paterna, tem a função de ser casal, onde os filhos não devem entrar, pois é a manutenção da vida afetiva entre homem e mulher.”

Ainda sobre o tema, ela destaca que concordar com os filhos é entrar na zona de conforto. “Falar sim é fácil, pois não se impõe limites. Ao se dizer não, isto acarreta explicações e posicionamentos que terão de ser mantidos, ou seja, dá muito mais trabalho. Sem esquecermos que o bem de um filho depende do quanto os pais buscam seu próprio bem”, comenta Luiza Rocha.

Contato com as profissionais no Centro Internacional de Análise Relacional - CIAR (41) 3343 6964.

[PautaSJP.com]

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