Poeta Adriano Smaniotto lança ‘Vísceras à Vista’

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A Poesia, em suas diversas faces, será o atrativo da noite de 25 de setembro em Curitiba. Nesta data, recitais poéticos e performances culturais serão a programação. O encontro irá celebrar o lançamento do novo livro do poeta curitibano Adriano Smaniotto. Na obra ‘Vísceras à Vista’, com edição da Secretaria de Estado da Cultura, o autor expõe seu aprimoramento lingüístico e sua maturidade poética, instigante e polêmica.

“É um livro de maturidade, de um poeta autêntico e vital, que entende e traduz qualquer dor e sortilégio na renda do poema. Adriano traduz a ‘dor elegante’, a que se referia Leminski; ele é arauto de boas novas poéticas, rompedoras do establishment da província literária”, ressalta Marcio Claudino, também poeta curitibano.

“Desta nova geração da poesia curitibana, Adriano é um dos que eu mais gosto. Ele tem uma linguagem viva, atraente e atual. Seus poemas são agressivos, lúdicos e líricos”, define Thadeu Wojciechowski, poeta e compositor curitibano.

O também poeta Jorge Barbosa Filho – dono do prefácio de ‘Vísceras à Vista’ – vê poemas que bebem da vertente dos sarcásticos e líricos; dos místicos e sensuais; dos velozes e fatais. “Neste livro vemos dialogismos heteroglóticos entre as artes e as manhas: as Artes Plásticas, o Cinema, a Música e a Literatura”, revela.

Barbosa Filho lembra que o autor é conhecido por seus recitais instigantes, criativos e bem humorados na cidade de Curitiba. “Ele nos brinda com uma adaga poética letal e desconcertante, porque é polêmica.”


Serviço
O lançamento do novo livro de Adriano Smaniotto, ‘Vísceras à Vista’, acontece no dia 25 de setembro, a partir das 21h – Bar Parangolé – Alto da XV (Rua Benjamin Constant, 400).
Informações sobre o espaço: 3092-1171.


Histórico do autor
Adriano da Rosa Smaniotto nasceu em Curitiba-PR, em 1975. Publicou seu primeiro livro, Arcano, em 1995, pela Editora Ócios do Ofício. Em 1998, lançou o livro Regra de Três, em parceria com Fernando Koproski e David Nadalini.

Em 1999, publicou o livro de bolso Vinte Vozes de Uma Mesma Veia, sob edição do autor. Em 2000, foi Versejar a voz do ser é ser de si algoz, livro que inclui poemas inéditos e uma seleção das publicações anteriores. Em 2003, integrou a antologia Passagens, organizada por Ademir Demarchi.

Participou de diversos eventos poéticos, desde os recitais realizados pela Fundação Cultural de Curitiba na década de 90 até os encontros do Porão Loquax, na primeira década do século XXI. Teve poemas publicados pela Coleção Sapatos Tortos da Feira do Poeta, órgão da Fundação Cultural de Curitiba.

Graduado em Letras/Inglês pela PUC/PR e mestrando em Estudos Literários pela UFPR, Adriano Smaniotto é poeta e professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.


Poema

Reza

eu devo matar esta mulher dentro de mim
pra não matar esta mulher dentro de um bar

eu devo matar esta mulher dentro de mim
porque não se deve deixar viver em si
qualquer mulher qualquer

eu devo matar esta mulher dentro de mim
pois matar primeiro a mim
seria deixar vivê-la mais

eu devo matar esta mulher dentro de mim
porque antes de seu devir
nunca tive vontade de matar

eu devo matar esta mulher dentro de mim
pra não morrer a cada dia um pouco mais

[Jornalista Mauren Lucrecia]

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