Óleo que vale leite

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A Escola da Colina, em São José dos Pinhais, encontrou um jeito de preservar o meio ambiente, conscientizar pais, alunos e comunidade e ainda ajudar crianças carentes vítimas de maus tratos. Tudo isso com um projeto que recolhe óleo de cozinha usado.

Por meio da Campanha ‘Óleo Usado, Leite Doado’, a escola arrecadou 300 litros de óleo, que se transformaram em biodiesel. A quantidade de óleo doado foi revertida em leite para uma Casa-Abrigo. O projeto está entre os cinco melhores que concorrem ao Prêmio ‘Construindo a Nação’ – entregue pelo Instituto da Cidadania Brasil e pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI/Sesi). O resultado dos vencedores deve sair amanhã.

Com o objetivo destacar ações educacionais envolvendo alunos e soluções práticas para problemas enfrentados pela comunidade, o prêmio envolve escolas de todo Brasil. Na Escola da Colina o tema dos trabalhos foi o meio-ambiente, referencial da instituição. “As questões ambientais estão inseridas em todas as ações da Escola, que é a única no Brasil a possuir o selo verde, referência em trabalhos envolvendo a preservação do meio ambiente”, explica a diretora Eliana Nogueira.

Dos 83 trabalhos inscritos para o prêmio ‘Construindo a Nação’ deste ano, cinco foram finalistas. Dentre eles, a ‘Campanha Óleo Usado, Leite Doado’, que trabalhou a conscientização infantil e adulta na coleta do óleo usado de cozinha. “Os litros arrecadados são entregues à Faculdade Anchieta de Ensino Superior do Paraná (Faesp), que os leva até a Lubeco, indústria de lubrificantes vegetais, que os transforma em biodiesel”, conta a pedagoga Simone Zanardini, responsável pelo projeto na Escola da Colina.


Consciência ambiental e social
A cada litro de óleo recebido, a indústria doa um litro de leite a crianças da Casa Abrigo Amor Real, em Curitiba. “Ao mesmo tempo em que trabalhamos a conscientização e damos uma destinação ao óleo, muitas vezes jogado na pia, ajudamos quem precisa”, lembra Simone.

A pedagoga ressalta os danos que o óleo pode causar ao meio ambiente. “Quando jogado no ralo, no lixo ou na terra, ele polui águas e solo. Também interfere na passagem de luz e oxigênio para água, retardando o crescimento vegetal, o fluxo da água e impedindo a vida nesse meio”, diz.

A poluição gerada encarece o tratamento da água em até 45% e agrava o efeito estufa. Cada litro de óleo indevidamente descartado pode poluir um milhão de litros de água. “A conscientização é o melhor caminho para solucionarmos esse problema. Em nossa escola, todos já sabem o que fazer com o óleo usado”, garante a educadora.

[PautaSJP.com - Texto e fotos jornalista Mauren Lucrecia]

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