Critérios na escolha da nomeação

Blog Single
Quero dizer que neste artigo eu manifestei o que eu já vinha pensando há algum tempo desde que passei a militar na política mas só agora desenvolvi as palavras corretas para minha manifestação.

Cada pessoa possui o conhecimento que aprendeu através da educação que recebeu, seja em casa com a família por meio de conceitos que são transferidos de pais para filhos, na rua, na escola, universidades, nas experiências profissionais, com os colegas, amigos, pelas mídias, etc. são esses aspectos que contribuem para a formação do individuo.

É um fato inegável que nenhum ser humano é perfeito, todos nós temos qualidades e defeitos e cada profissional possui suas competências, vocações e habilidades que são fruto de seus estudos, experiências, vivências e realizações ao longo de suas vidas, não é justo menosprezar qualquer tipo de qualificação, pois todo trabalho é útil e a sociedade necessita do trabalho de cada individuo inserido nela.

Os novos ministros do Governo Federal indicados por Dilma que vão comandar as políticas públicas para o Brasil a partir de 2011, nem todos tem a formação profissional compatível com o Ministério que vão comandar. Se esta prática é certa ou errada, cabe a cada cidadão eleitor refletir e julgar.

Porém, o que nos fica evidente é que os cargos de poder de maior hierarquia nas administrações públicas pelo país, sem a exigência do concurso público para ingressar, fica claro que o principal critério para nomeação são na maior parte "critérios políticos".

O critério de avaliar a formação técnica profissional daqueles que podem assumir os ministérios e secretarias pelos governos em geral muitas vezes ficam em segundo plano.

Assim como este critério é pouco utilizado pelos eleitores na hora do voto na escolha dos candidatos a cargos como de vereador, prefeito, deputado federal, deputado estadual, governador, senador e presidente, o exemplo do Tiririca eleito deputado federal mais votado no Brasil praticamente semianalfabeto justifica essa análise.

São inúmeros os casos no Brasil de políticos eleitos sem formação técnica qualificada comprovada, já ouvi e li muitas críticas a essa cultura de eleger políticos sem formação.

Esse fenômeno é um problema cultural do Brasil. Mas não podemos concordar com esta prática ser incorporada dentro da gestão dos partidos políticos que chegam ao poder. Os partidos devem ter uma gestão organizada.

Eu sugiro uma mescla entre a formação profissional e o critério político para determinar a escolha dos indicados para os cargos de maior hierarquia.

Minha idéia é: Não adianta ser um grande profissional técnico se não se identifica com a ideologia e o programa partidário do partido político que está no poder e de nada adianta ser um político bom de votos se não possui uma formação técnica qualificada.

Na sociedade atual exige-se tanto a formação em curso superior no Brasil, então deveriam respeitar e valorizar os profissionais formados que junto com a formação também praticam a militância nos partidos políticos por ideologia e compromisso com a sigla partidária, seja dos aliados ou do partido que está no poder.

Esta idéia surge como sugestão para qualificar os comandos das pastas de poder nos governos pelo país.
O que não está claro pra mim e vale a pena abrir como tema para debate é:

- Que atributos são utilizados para formar um "critério político" de escolha de nome para ocupar os cargos da alta hierarquia nos órgãos públicos????

- Será que o "critério político" definido por aqueles que têm o poder de indicar os nomes são justos? Eficientes?

- A população não deveria saber por meio de quais aspectos os critérios foram definidos para a nomeação???

Os partidos políticos, prefeitos, governadores e presidentes, deveriam transparecer os atributos e aspectos utilizados para determinar que "fulano" é o melhor indicado para assumir determinada pasta.

Minha proposta é que os partidos políticos desenvolvam um verdadeiro Plano de Gestão de Pessoas dentro da instituição partidária assim como as empresas privadas de maior sucesso possuem em sua organização.

Política de Gestão de Pessoas partidária para definir critérios com lógica na escolha da nomeação dos indicados para os cargos de maior hierarquia como ministros e secretários.

Junto com o plano de Gestão de Pessoas, a implantação de um processo democrático para que os filiados tenham o direito de votar se concordam ou não com a indicação para de fato democratizar os partidos políticos.

Lógico que neste plano de gestão de pessoas partidário os atributos seriam diferentes das empresas privadas que não conta a formação política como critério de recrutamento e seleção.

Num partido político sério, organizado e comprometido o plano de gestão de pessoas deveria somar a reputação política junto com a situação profissional do nomeado para os cargos públicos.

Por mais que há indicadores que nos mostra que o diploma não é a garantia de qualificação e muitas vezes visualizamos a qualificação e grandes realizações feitas por empreendedores intelectuais autodidatas sem diploma na área, eu sugiro uma reestruturação dos partidos políticos para qualificar as políticas públicas pelo país, e automaticamente, melhorar a gestão dos governos em geral, visando o fortalecimento partidário e a democratização dos partidos até para estimular uma maior participação da sociedade no processo político partidário.

Se os partidos políticos é que detém o poder dos mandatos dos cargos políticos eleitos pelo povo, então é urgente e necessário que os partidos se qualifiquem de verdade pelo bem da própria sociedade e da população em geral.

Cristiano Bassa – www.cristianobassa.com.br

Compartilhe esta notícia no Facebook: