“A nossa coligação é pequena, mas não negociaremos cargos”, diz Carla Gapski

Blog Single
A otorrinolaringologista Carla Gapski é a presença feminina na eleição para prefeito de São José dos Pinhais. A médica escolheu a candidatura para o Executivo em sua estreia na política. Na coligação do Partido Social Democrata Cristão (PSDC) com o Partido Popular Socialista (PPS), denominada São José Pode Mais, Carla Gapski tem propostas desafiadoras como diminuir os cargos comissionados de 25% para apenas 5%. Em entrevista exclusiva ao PautaSJP.com, a candidata fala da área que é sua profissão, a Saúde. Ela também rebate as críticas de que sua campanha tem R$ 10 milhões de teto de gasto, questionando os outros candidatos, que na opinião dela, anunciaram valores pequenos demais.

PautaSJP.com - Por que saiu candidata a prefeita?
Carla Gapski - Após conversas e reclamações de centenas de clientes em meu consultório, sobre vários temas como a Saúde, há cerca de um ano fui elaborando a ideia de ser candidata, por entender que a nossa cidade precisa e pode mais para os cidadãos comuns. São José dos Pinhais é uma das maiores em arrecadação no Estado e os serviços deixam a desejar em infraestrutura, sendo principalmente na Saúde, Transporte e falta de creches, e por isso resolvi me candidatar para oferecer algo melhor ao município.

PautaSJP.com - O que entende como beneficiar o cidadão comum e por que não estrear na política como candidata a vereadora?
CG - Muitos projetos da atual administração focaram o centro com asfalto, câmeras de segurança e revitalização das calçadas, e os bairros foram esquecidos, por isso falo de que as melhorias devem chegar a todos. Ser vereadora seria uma opção, mas acredito que temos potencial para governar a cidade. É claro que o papel do vereador é importante, mas penso que como prefeita poderia exercer o trabalho de forma mais completa.

PautaSJP.com - De que forma a senhora vê o crescimento da cidade?
CG - São José dos Pinhais é uma cidade peculiar, com perfil de metrópole, uma periferia pobre e ainda uma grande área rural. No interior não tem creche, então as crianças pequenas não tem opções. Existe falta de lazer nas áreas rurais.

PautaSJP.com - Como foi compor a aliança de oposição do seu partido, o PSDC, com o PPS?
CG - Quando apresentamos a ideia para a diretoria do PSDC houve uma aceitação unânime. Além do PPS, também tivemos convites de coligação com outras legendas. A forma como a gente pensa em fazer política é diferente, sem negociar cargos. Os envolvidos na campanha, e os nossos candidatos a vereador, possuem um ideal que será aplicado com base na competência de cada um. Creio que as coligações via muitos partidos deixam os governos amarrados para governarem.

PautaSJP.com - O seu pai, já falecido, o empresário Bernardo Gapski, é um nome muito conhecido na classe empresarial. A senhora buscou apoio de segmentos da sociedade para ser mais conhecida?
CG - Eu sou de São José dos Pinhais, de família conhecida no município. O meu pai foi presidente da Associação Comercial. Também tenho referências políticas, pois meu avô, José Moletta, foi vereador nesta cidade. Em meu escritório, durante dez anos, atendi mais de 10 mil pacientes, sem contar os atendimentos quando trabalhei no Hospital São José, então o nome de Carla Gapski não é tão desconhecido.

PautaSJP.com - Falando no Hospital São José. Quando era entidade filantrópica, e administrada por médicos, não deu certo. Agora, municipalizado pela Prefeitura, também há problemas, o que seria uma gestão ideal para o hospital?
CG - Trabalhei no Hospital São José quando ainda haviam convênios. Quanto a gestão, em época de tecnologia e computadores, é um absurdo que ocorram faltas de medicamentos. A prioridade é a atenção primária da Saúde, com os médicos tipo Saúde em Família, pois a prevenção minimiza os problemas, que não irão chegar aos hospitais. São necessárias mais unidades de Saúde 24. Atualmente, o atendimento ocorre apenas no Hospital São José, Samu e Afonso Pena.

PautaSJP.com - E com mais investimentos em estrutura, como trabalhar com a falta de médicos e enfermeiros?
CG - O assunto é mais complexo, porque a tabela do SUS não corresponde à realidade. Todo hospital que atende via SUS tem déficit. O Hospital São José é pequeno para uma população grande, e volto a dizer, quando as unidades básicas não funcionam isso sobrecarrega os hospitais. As pessoas me contam da falta de médicos nos postos de saúde e falta de materiais e de medicação. A administração e supervisão tem que ser eficiente.

PautaSJP.com - Repercutiu muito nas mídias sociais que sua candidatura tem um teto de gasto de campanha de R$ 10 milhões. Por que um valor tão alto de previsão?
CG - Trata-se de uma previsão máxima e que mostra a intenção de sermos transparentes. Nossa campanha será totalmente legal e não terá caixa dois. Estranho é que candidatos que são ricos tenham fixado valores tão baixos como gasto de campanha. Questiono que estes candidatos já estejam gastando muito mais.

PautaSJP.com - Como é planejar a organização de uma campanha tão curta, de pouco mais de dois meses?
CG - Nós começamos a trabalhar por primeiro entre os nomes de oposição, até porque algumas coligações estão sob júdice. Desde o registro, estamos devagarzinho trabalhando com as pessoas que tem contato, com outras pessoas que tem contato, enfim, é uma candidatura muito séria, e conversando pessoalmente com os eleitores.

PautaSJP.com - Qual o critério de escolha do seu candidato a vice-prefeito?
CG - O Miguel Setim é presidente do PPS e, como o partido, tem uma mesma visão de administrar a Prefeitura sem leilões de secretarias e cargos, com honestidade e sem troca de favores.

PautaSJP.com

Compartilhe esta notícia no Facebook: