Tráfego nas BR´s de SJP parou com as manifestações sindicais

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Após as manifestações espontâneas contra o Poder Público que tomaram o Brasil em junho, começaram as greves por meio de movimentos organizados dos sindicatos. Ontem (11), funcionários filiados às centrais sindicais, com apoio de grupos sociais como o Movimento dos Sem Terra (MST), impediram o tráfego em duas BR´s de São José dos Pinhais. Na BR 277, sentido Paranaguá, e BR 376, sentido Santa Catarina, houve a “liberação” das cancelas de pedágio para os veículos que por lá transitavam.

As passeatas em São José dos Pinhais, que se transformaram em bloqueio de trânsito nas BR´s, foram puxadas principalmente pelas centrais sindicais paranaenses ligadas ao setor automotivo e metal mecânico em geral, como CUT e Força Sindical. Após interrupção do trânsito na manhã cedo, na região do CIC, na BR 116, em Curitiba, se seguiram as interrupções na BR 277, onde funciona a montadora Renault/Nissan, e BR 376, onde está a montadora Volkswagen. Após o almoço, o fluxo estava liberado, pois os manifestantes seguiram para a Praça Rui Barbosa, em Curitiba, no protesto marcado para a tarde.

O transporte coletivo de São José dos Pinhais não foi afetado, mas na capital quem tentou pegar ônibus entre as 16h e 19h encontrou dificuldade, porque a frota foi reduzida quase pela metade na greve parcial dos motoristas e cobradores. Outras categorias sindicalizadas como catadores de lixo da Capital participaram do movimento.

Em nível Federal, houve greve dos funcionários do Hospital das Clínicas em Curitiba, incluindo o cancelamento pelos médicos e funcionários de consultas que estavam agendadas há meses. No aeroporto internacional de São José dos Pinhais, o Afonso Pena, aconteceu protesto de funcionários da Infraero.


Reivindicações das centrais sindicais

Pedidos de mudanças em nível estadual

1 - As tarifas do pedágio cobradas nas rodovias paranaenses são as mais caras do país. Redução drástica no valor do pedágio e a instalação de uma CPI para verificar os contratos e a lucratividade das empresas. E também que as concessionárias façam mais investimentos no sentido de melhorar as estradas, construir trincheiras, passarelas e etc.

2 - Mudança no sistema de eleição para os conselheiros do Tribunal de Contas. Novo sistema de eleição do órgão responsável por fiscalizar o bom uso do dinheiro público no Estado. O sistema atual favorece a politicagem e a troca de favores, e não atende ao interesse público.

3 - Implantação no Paraná de um sistema permanente de aumento do piso mínimo regional, semelhante ao que já foi garantido no mínimo nacional. A ideia é ter uma fórmula que reponha toda a inflação do período, mais percentual de aumento real, calculado com base no crescimento do PIB do estado.

4 - Aprovação da lei que regulamenta a profissão de motorista. A atual obriga os caminhoneiros a descansar 30 minutos a cada 4 horas ao volante, além de exigir 11 horas de repouso entre uma jornada e outra de trabalho. Defendemos também que seja feito investimento para que as rodovias ofereçam mais locais de descanso com segurança aos motoristas.


Pedidos de mudanças em nível nacional

1 - Redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Medida que deve gerar 2,5 milhões de novos empregos e movimentar a economia do Brasil, segundo o Dieese. A atual jornada máxima vigente no país é de 44 horas. Com 4 horas a menos por semana, sobra mais tempo para o trabalhador estudar e se qualificar profissionalmente.

2 - Fim do Projeto de Lei nº 4330 que amplia a terceirização. O projeto de Lei nº 4330, se aprovado, vai ampliar as possibilidades das empresas subcontratarem funcionários para desenvolver atividades meio e fim, correndo o risco de ter empresas onde a maior parte das atividades seja terceirizada. É a precarização total do ambiente de trabalho que as centrais são totalmente contra.

3 - Reajuste digno para os aposentados. Aqueles que contribuíram durante toda a vida com o governo por meio do recolhimento ao INSS merecem ter reajustes dignos em suas aposentadorias, e não somente a reposição das perdas da inflação.

4 - Fim dos leilões do petróleo. O governo está promovendo um verdadeiro leilão ao capital privado de uma das maiores riquezas do Brasil, o petróleo. As centrais entendem que o dinheiro do petróleo é do povo brasileiro, e aqui deve ficar, para ser investido em saúde, educação, segurança e outros setores.


5 - Investimento de 10% do PIB em Educação. Para sair da vexatória posição em que se encontra no ranking mundial da qualidade da educação, o Brasil precisa investir pesado no setor. Por isso, defendemos que 10% do PIB seja destinado à educação.

6 - Investimento de 10% do orçamento da União na Saúde. Para deixar o estado de caos em que se encontra, com falta de leitos nos hospitais, remédios, estrutura e médicos, defendemos que 10% do orçamento da União seja investido na saúde pública.

7 - Transporte público de qualidade e a preço justo. Que os governos façam mais investimentos para deixar o transporte público com maior qualidade para o usuário. E também, que a tarifa seja reduzida a um preço justo e que não penalize tanto o bolso do trabalhador.

8 - Reforma agrária. O Brasil deve promover uma reforma agrária justa, assentando imediatamente famílias de trabalhadores rurais, fortalecendo assim os pequenos produtores e a agricultura familiar.

PautaSJP.com

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