Portfolio entrevista Sebastian Rojas, fotógrafo de surf

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De 26 a 28 de setembro a escola de fotografia realiza workshop com especialista em fotografia aquática em condições extremas

De 26 a 28 de setembro, a Portfolio Escola de Fotografia realiza workshop teórico e prático com ninguém menos que Sebastian Rojas, especialista em fotografia aquática em condições extremas. Ele atualmente colabora com várias revistas internacionais, e no Brasil tem contrato de exclusividade com a revista Fluir há 21 anos, tendo publicado mais de 100 capas e centenas de matérias em lugares como Hawaii, Indonésia, Austrália, México, África e Brasil. As aulas serão realizadas em Curitiba, na sexta-feira, e na Ilha do Mel, litoral do Paraná, durante o fim de semana. Direto de Bali, na Indonésia, onde realizou rápido trabalho para uma marca de surf, o fotógrafo Sebastian Rojas cedeu breve entrevista para o Informativo Portfolio:

Informativo Portfolio - Fale um pouco sobre a rotina do fotógrafo de surf:
Sebastian Rojas - A rotina é muito peculiar, pois a natureza comanda as suas ações. Acordar bem cedo, estar conectado com as condições do mar e do tempo é imprescindível. A internet tem sido uma ferramenta de observação indispensável sobre o que vai acontecer com as ondas, ventos, etc... A natureza é imprevisível, o que torna mais excitante essa profissão. Estamos sempre em busca do desconhecido, do surpreendente... Se tomar as decisões certas baseadas em informações e um pouco de feeling, poderá conseguir ótimos resultados.
IP - Como está o mercado de fotografia de surf no Brasil? E no exterior?
SR - O mercado de fotografia de surf no Brasil é bem movimentado, mais ainda um pouco amador no que se refere aos fotógrafos e a forma como se negociam os trabalhos. Nosso produto não está sendo valorizado pelas marcas de surf como deveriam e isso tem muito a ver com a forma como os fotógrafos colocam preço em seus trabalhos. A fotografia digital revolucionou o mercado de uma forma um pouco desorganizada. Hoje se fotografa surf muito mais, mas se ganha muito menos. O mercado está com carência de atitudes profissionais na fotografia de surf. Tem muito fotógrafo que começa vendendo seus trabalhos por qualquer valor pra se manter vivo no mercado. Os profissionais que já estão atuando há anos e possuem experiência em viagens internacionais e em várias áreas, como lifestyle, fotografia aquática, moda, etc. Encontraram novos desafios pra fazer esse mercado entender que os seus investimentos em equipamentos e viagens são altos e por isso devem ser muito melhor remunerados e valorizados pelas marcas e revistas do segmento.
IP - O que o levou a seguir a profissão?
SR - A escolha foi passional, uma vontade incrível de ver o mundo do mar para a praia...de dentro d’água e interagindo com os surfistas e as forças da natureza! E em nenhum momento foi pensando no lado financeiro. Essa recompensa veio com o tempo, a dedicação e muita estrada.
IP - Você trocaria seu trabalho por algum outro?
SR - Não trocaria a liberdade de expressão que consigo na fotografia de surf por nada desse mundo, adoro a agressividade que é fotografar dentro d’água, as ondas açoitam o corpo da gente, as correntes e os ventos ditam o rumo, o surfista passa em velocidade e muito perto às vezes, e isso é um perigo constante, mas incrivelmente desafiador. Estar dentro desse mundo é divertido e excitante.
IP - Mas toda atividade tem seus momentos menos prazerosos. Quais seriam eles na vida do fotógrafo de surf?
SR - O prazer diminui quando temos pela frente um mercado desorganizado como o atual. Muita gente nova, perdida sem saber o que fazer pra se tornar profissional do surf. Se eu te falar que os desprazeres podem estar ligados diretamente com a relação à natureza é mentira. Ficar um mês sem ondas e não conseguir fotografar é duro também, mas isso passa e as coisas voltam a acontecer. Outra dura realidade é que temos que fazer seguro de tudo o quanto for possível. Perder equipamentos fotográficos para o mar ou ladrões se tornou uma constante em nossas carreiras, e isso custa caro. Por isso a necessidade de se valorizar os esforços quando conseguimos uma boa foto.
IP - Que características deve ter um bom fotógrafo de surf?
SR - As características do fotógrafo de surf devem ser de um cara que é apaixonado pelo que o surf em primeiro lugar. Esse meio pode lhe trazer muita cultura, autoconhecimento, e paixão pelo desconhecido. Gostar do perigo e dos desafios que representam fotografar em dias de mares bravios. Ser profissional nas atitudes e saber se relacionar com o mercado.
IP - Quanto é necessário investir para ter equipamento necessário?
SR - O investimento pode variar de acordo com cada um. Se o cara quer fotografar dentro d’água, ele gasta menos. Talvez uns U$ 4.000 seja suficiente. De fora d’água pode-se ter várias opções, eu diria que um bom equipamento pra começar pode custar de 5 a 7 mil dólares.
IP - De que maneira o curso na Ilha do Mel será inesquecível para os participantes?
SR - O curso na ilha do mel será um marco na vida de cada participante, pois lá estarei passando aos alunos a experiência que adquiri nesses anos de carreira na fotografia de surf e tudo que a envolve, suas manhas e truques pra se conseguir resultados satisfatórios para iniciantes a avançados. E o melhor é que será praticando dentro e fora d`água!

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