Ciclistas em pedalada internacional passam por São José dos Pinhais

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Em poucos dias, São José dos Pinhais teve a presença de ciclistas em pedaladas por caminhos que incluem diferentes estados, países e continentes. No último fim de semana de maio, passou pela cidade o analista de sistemas Silvio Almeida, que há poucas semanas começou sua aventura de 12 mil quilômetros a partir do Rio de Janeiro com destino ao Uruguai, pelo Sul do Brasil, e seguindo para a Argentina até a região norte do Chile. Em trajeto oposto, no último fim de semana, o casal Gueye Dramé (francês) e Emilie Hubin (belga) esteve no município antes de irem para São Paulo e o fim do passeio, de três anos, até o Rio de Janeiro. A pedalada começou na França em 2012, depois foram ao México, toda a América Central e desceram pelo Chile até o Sul do Brasil.

Além da coincidência de buscarem em suas bicicletas a meta de 12 mil quilômetros, o carioca Silvio e os europeus quiseram conhecer uma São José dos Pinhais que vai muito além do Aeroporto Internacional Afonso Pena.

“Quando planejei a viagem, encaminhei vários e-mails a pousadas, hotéis, restaurantes e padarias com o intuito de receber abrigo e alimentação e incluir os parceiros na divulgação do ciclismo internacional. O retorno de novos amigos em São José foi imediato”, conta Silvio, que alugou seu apartamento no Rio de Janeiro por dois anos, período em que imagina chegar ao Norte do Chile.

“Depois vou tentar ir aos Estados Unidos em uma segunda etapa de viagem. É um projeto que dependerá também da minha condição física porque optei em passar pela Cordilheira Chilena no inverno”, planeja Silvio, que além do ciclismo internacional faz questão de conferir as ciclovias por onde passa. “Em Cajati, no Estado de São Paulo, fui recebido pelo prefeito e vereadores e conversei com eles a respeito das ciclovias que conheço no Brasil e sugeri algumas ideias para a ampliação da ciclo mobilidade”, fala Silvio Almeida.

O ciclista ficou hospedado no bairro Afonso Pena na casa do web designer Marcos Roberto Fernandes e depois pedalou pela BR 376 até a Eco Guaricana, campo base de aventura e contemplação da Natureza na área rural da cidade. “Eu adorei a Eco e um dia voltarei para explorar mais as estradas de terra que fazem parte da Guaricana”, projeta Silvio.


Dois ciclistas em apenas duas rodas
Os 12 mil km de Gueye Dramé e Emilie Hubin foram feitos em duas rodas e a quatro mãos, já que a bike deles, denominada de “pierrete”, é com dois bancos. A afiidade deles com São José dos Pinhais começou bem antes. “Quando estávamos no Chile, há dois anos, conhecemos Augusto Kowalski Filho e a Marcia Kowalski. Na época, eles falaram que se a gente viesse ao Paraná deveríamos ficar na casa deles”, lembra Emilie Hubin, que na sexta (06) pedalou com Gueye e a família Kowalski, também moradores no Afonso Pena, na ciclovia do Rio Ressaca.

“Ano passado, estávamos na Bolívia viajando de motor home e o meu filho Felipe viu o Gueye e a Emilie na estrada. Sabíamos que eles estavam na América do Sul mas encontrá-los em terras bolivianas foi uma coincidência e uma festa”, recorda Augusto Kowalski Filho. A bike pierrete precisou de um conserto e foi arrumada gratuitamente por Guilherme Pinheiro, da Sanjo Bikers Brasil, localizada no centro. “É o mínimo que podemos fazer para quem não apenas anda de bicicleta mas literalmente vive em uma bicicleta”, elogia Guilherme Pinheiro.

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