Sindicato dos Jornalistas emite nota de desagravo à Câmara de SJP

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[Atualizado às 12h30]

Jornalistas fazem faculdade para aprenderem a apurar as informações de perto e não divulgar o que possa gerar erro depois de publicado. Não apenas copiar o que é divulgado pelos órgãos públicos é um dos principais trabalhos dos jornalistas, ainda mais quando se trata da utilização de dinheiro do contribuinte. A atividade requer contato direto com representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário. Algumas vezes, os representantes não atendem a imprensa ou se recusam a prestar informação. O caso do diretor geral da Câmara de Vereadores de São José dos Pinhais, Guilherme Cherobim, que, recentemente, desligou o telefone durante reportagem da imprensa local, gerou uma carta de desagravo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR).

Por meio de nota, o presidente e jornalista do Sindijor, Guilherme Carvalho, citou que “cargos públicos requerem posicionamento adequado à função, em especial quando dizem respeito a assuntos diretamente ligados à sociedade que representam. Explicar gastos excessivos do orçamento Legislativo é obrigação, legal e moral, dos vereadores e, consequentemente, de seu diretor-geral (...) ressaltamos a necessidade de maior transparência com as ações desta Câmara, maior agilidade no retorno das informações e, principalmente, mais respeito aos profissionais da imprensa de São José dos Pinhais”.

O PautaSJP.com acompanhou ontem (11) uma conversa olho no olho entre Guilherme Cherobim e repórter do GuiaSJP.com. “Peço desculpas à jornalista Mauren Luc pelo ocorrido e neste segundo encontro estou a disposição para informar sobre as contas da Câmara”, falou Cherobim.

Depois de relatar sobre despesas pontuais e regulares contidas no relatório da gestão fiscal da Câmara, referente aos gastos de janeiro a abril, de mais de 9,2 milhão de reais, Cherobim ressaltou a importância de maior participação da população no acompanhamento das contas públicas. “A cada quatro meses, existe a audiência aberta à comunidade. As licitações fazem parte do Diário Oficial no Jornal Correio Paranaense e o cronograma financeiro também está no site da Câmara no Portal da Transparência”, concluiu Guilherme Cherobim.


Confira as despesas de apenas um mês na Câmara
R$ 645 mil com vencimentos de servidores comissionados
R$ 25,7 mil com vencimentos de servidores efetivos
R$ 71 mil com bolsas e auxílio-transporte de estagiários
R$ 124,3 mil com subsídios para os vereadores
R$ 115,2 mil com vale-refeição e alimentação dos servidores
R$ 21,1 mil com locação de carros oficiais para os vereadores
R$ 7,4 mil com estacionamento para os carros oficiais dos vereadores
R$ 10,1 mil de combustível para os carros oficiais dos vereadores
R$ 35,6 mil com serviço de vigilância
R$ 19,2 mil com internet e telefone
R$ 17,5 mil com serviços de limpeza, recepção e copa
R$ 8,6 mil em 3 passagens aéreas para o Chile *
R$ 8,6 mil em 7 diárias na cidade de Muhchen, no Chile *
R$ 9,4 mil com locação de copiadoras e impressoras
R$ 2,7 mil na compra de toners para impressão
R$ 7,5 mil com manutenção de telefones e computadores
R$ 7,1 mil com energia elétrica (Copel)
R$ 1 mil com água (Sanepar)
R$ 2,5 mil com café, leite e açúcar
R$ 2,7 mil com serviços de Correio
R$ 3,1 com publicação de atos oficiais
R$ 3 mil em desinfetante, desengordurante e papel higiênico

PautaSJP.com

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