Por que São José dos Pinhais não tem seu “Largo da Ordem”?

Blog Single Sobrado com loja na Rua XV recentemente perdeu aspecto histórico
São José dos Pinhais nunca teve um programa consistente de preservação do patrimônio público e o que dizer do patrimônio privado. Algumas medidas adotadas em outras cidades, como Curitiba, de incentivo à preservação no bairro Largo da Ordem, poderiam ser estabelecidas. A manutenção de fachadas históricas em troca do não pagamento de imposto de IPTU é exemplo de uma contra partida possível. Enquanto isso, a Rua XV de Novembro continua a se descaracterizar. A Legislação Municipal que isenta a taxa de ISS nas reformas de propriedades consideradas históricas foi uma lei que não pegou, pois a prestação de serviço neste tipo de atividade é apenas uma parte do gasto de uma grande reforma.

A questão é que literalmente o passado arquitetônico do comércio e da sociedade está se desmontando a olhos vistos. Um comerciante dono de um imóvel na Rua XV, que não quis se identificar, comentou que nunca foi procurado pela Prefeitura para uma possível manutenção da propriedade.

Para a historiadora Maria Angélica Marochi, há falta de vontade política e da sociedade civil, na preservação da XV ou da cidade como um todo. “Se o incentivo ao público ou privado não acontece por parte dos políticos, a cobrança deveria ocorrer pelos cidadãos, independentemente do interesse, seja para preservar um patrimônio religioso ou privado. Não há um real compromisso com a memória do município”, avalia Maria Marochi.

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, a revisão do Plano Diretor trata do tema incentivo à preservação. “A conclusão da revisão do Plano acontece no final do ano. É importante que a comunidade participe das audiências públicas. A agenda está disponível no site da Prefeitura no link Plano Diretor”, convida a arquiteta Manuela Orué.

PautaSJP.com

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