Semana do Advogado - Conheça a história da Advocacia em São José dos Pinhais a partir da Venturi Silva Advogados & Consultores

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A Venturi Silva Advogados & Consultores possui um legado de muitas décadas na Advocacia em São José dos Pinhais, desde o precursor e idealizador da banca, Dr. Augustinho da Silva, falecido em 2005. Anos antes, a transição para a nova geração começou por meio das filhas, sendo as advogadas Nara Elaine Xavier da Silva e Nadja Cristina Xavier da Silva e, na área de Comunicação Social, a relações públicas Naiana Xavier da Silva. Trabalhando no escritório desde os 13 anos de idade, Nara Xavier da Silva representa o perfil dos novos advogados de São José dos Pinhais que possuem vasta experiência profissional.

O que a levou a escolher Advocacia? Foi uma influência direta de sua família?
Nara da Silva - Sim, foi influência direta de meu amado pai, que sempre foi o maior exemplo de ser humano e tinha grande amor pelo ofício de advogado, profissão que exercia com paixão. Ele era um advogado nato.

E ainda casou-se com um advogado, ao se tornar esposa do Adelino Venturi Junior, ou seja, a Advocacia sempre fez parte de seu interesse no dia a dia?
Nara da Silva - Realmente a advocacia faz parte do meu dia a dia desde os 13 anos de idade quando comecei a trabalhar no escritório do meu pai. Depois, fiz estágio no Ministério Público, onde vivenciei o outro lado do Direito, e, mais tarde, acabei tendo a honra de trabalhar com o ex-prefeito Leopoldo Meyer na Administração Pública, quando pude experimentar outra vertente da profissão do advogado. Então, é natural que eu tenha me casado com um advogado.

Hoje em dia, a continuidade do estudo, começa com uma pós e em pouco tempo os advogados fazem novas qualificações e capacitações, isto é demandado pelo mercado que cada vez mais exige conhecimento?
Nara da Silva - Acredito que a demanda por conhecimento e estudos contínuos sempre foi a marca da profissão. O Direito, como reflexo da vida em sociedade, é dinâmico e exige do profissional muita atualização. Para bem desenvolver a sua missão, o advogado deve, a cada novo caso que aceita, estudar e conhecer ao máximo todas as facetas e implicações. Apenas estudando diariamente é possível ser um advogado razoável. Por isso, não acredito que a exigência de conhecimentos seja um privilégio da atualidade. É certo que, atualmente, existem maiores oportunidades para o advogado se aprimorar e se dedicar exclusivamente a uma área do Direito. Hoje, o acesso às informações é muito mais facilitado que antigamente. Antes da internet pesquisávamos jurisprudência em livros, revistas, consultávamos doutrina em bibliotecas. A oferta e variedade de pós-graduações e cursos complementares eram muito menores, mas, na verdade, penso que a Advocacia sempre exigiu conhecimentos. Para ser advogado é preciso gostar de ler, estudar, pesquisar e se aprofundar.

São José dos Pinhais possui vários escritórios, qual é o diferencial da Venturi Silva Advogados?
Nara da Silva - Existem muitos escritórios bons em São José dos Pinhais. A Venturi Silva é uma empresa sólida, atuante desde 1980 na nossa querida cidade, com uma equipe dinâmica que se dedica aos estudos constantemente, fazendo sempre o seu melhor na defesa dos direitos de nossos clientes. Ter um advogado comprometido faz toda a diferença.

Que caso pode contar em que a assessoria se tornou muito mais viável economicamente ao cliente do que o investimento no processo jurídico?
Nara da Silva - São inúmeros. Lembro de um caso interessante: era uma ação iniciada pelo meu saudoso pai que já durava cerca de dez anos. Quando entramos em contato com o cliente, já de avançada idade, informando que o Dr. Augustinho da Silva havia falecido e que precisávamos que ele comparecesse no escritório para tratar do assunto, ele logo ficou contrariado e disse que era para desistir do processo, pois tinha cansado de gastar dinheiro e esperar uma solução que não acontecia. Enfim, após nossas insistências, ele compareceu para receber uma indenização robusta e acabou ficando muito satisfeito. Infelizmente, os custos para exercitar direitos e acessar a Justiça realmente não são baixos, mas o que de fato onera mais, tanto às partes como aos advogados, é o prolongado tempo que leva a solução de uma disputa judicial. Com a informatização do Judiciário houve melhora, porém ainda é preciso investir muito mais em recursos humanos, um único juiz não pode ficar responsável, sozinho, por mais de 40 mil processos como ocorre frequentemente.

Por que a Advocacia é considerada uma profissão estressante?
Nara da Silva - Por vários motivos, primeiro porque lida com problemas que as pessoas geralmente só se preocupam após o problema instalado, ou seja, ainda não há uma cultura forte de consultar um advogado por prevenção. O advogado é cumpridor de prazos, perder um prazo é proibido e gera o maior pânico. O advogado depende diretamente de outras pessoas para que seu trabalho seja efetivo, ou seja, depende do promotor e do juiz que é quem, finalmente, vai dar uma solução para o problema. Não importa o quanto tenha o advogado se dedicado, se o juiz não entender seu ponto de vista ou discordar de seu entendimento, o cliente não terá a solução que esperava. Por outro lado, a cobrança do cliente em cima do advogado é enorme: se ganha a causa não fez mais que a obrigação, e, se perde, o advogado do vizinho teria sido melhor.

A Advocacia é um dos raros segmentos em que é possível envelhecer e continuar trabalhando, é uma vantagem projetar uma velhice advogando?
Nara da Silva - Não concordo. Penso que a Advocacia, como qualquer profissão liberal, exige um planejamento prévio para a velhice, para evitar que necessite trabalhar até a morte. Pois todos queremos uma velhice mais tranquila não é? Com menos trabalho e igual receita, o que é um desafio para qualquer profissional liberal.

Nara Elaine Xavier da Silva é sócia da Venturi Silva Advogados & Consultores. Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR). Pós-Graduada em Direito Tributário (PUC/PR). Possui cursos complementares como Direito Eleitoral (Escola Superior de Advocacia da OAB/PR); Aperfeiçoamento Redacional para Bacharéis em Direito e Assessores Jurídicos (Escola da Magistratura do Paraná); Prática Processual Civil (Centro de Estudos Jurídicos Professor Luiz Carlos), entre outros.

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