Escola que terá 50% de alunos deficientes quer a verdadeira inclusão

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Especialistas na educação de crianças com deficiência cognitiva e motora afirmam que somente a integração com os coleguinhas fará com que as crianças com necessidades especiais tenham mais qualidade no ensino e a diminuição do preconceito das sociedades futuras. Esta é a proposta do Centro de Educação Infantil Mundo Para Todo Mundo, em obra no bairro curitibano do Boqueirão, que apresentou a construção da unidade que preza a acessibilidade desde a colocação do primeiro tijolo.

O projeto é financiado pelo Instituto Renault e mantido pela Universidade Livre Para Eficiência Humana (Unilehu) em um ensino gratuito, na sede da Mundo Para Todo Mundo, Rua Hipólito da Costa, 2252, que terá convênio com a Prefeitura.

“A nossa expectativa é termos cerca de 50 alunos de dois a cinco anos sendo que metade com deficiência. Além da proposta da escola ser planejada com foco na acessibilidade, os professores serão capacitados para terem mais condições de aplicação desta pedagogia diferenciada”, explica a presidente da Unilehu, Andrea Koppe.

A planta é responsabilidade do arquiteto Ricardo Mesquita. “Quando uma obra é projetada visando a acessibilidade desde o começo é mais fácil e mais barato do que adequar uma construção. A sustentabilidade também está no telhado via a captação de água de chuva com a instalação do sistema da Aquah Cisternas Verticais”, conta Ricardo Mesquita. A expectativa é que a escola esteja em funcionamento no primeiro semestre de 2015. Informações www.mundoparatodomundo.org.br, e-mail querodoar@mundoparatodomundo.org.br e telefone (41) 3333.6921.

De acordo com o psicólogo português, Vitor Franco, também pesquisador em Intervenção Precoce, dificilmente haverá sucesso na prática inclusiva caso não tenham acontecido fases anteriores de inclusão na vida educacional de um jovem. “Os adolescentes são críticos com meninos e meninas com excesso de peso, o que dizer na relação com deficientes físicos e de inteligência”, avaliou o professor.

“Em Portugal, tivemos um modelo que se tornou referência como Processo Inclusivo que só teve continuidade devido a organização de uma pedagogia diferenciada. Notamos que as crianças de dois a cinco anos, pelo convívio diário com seus colegas com deficiência, incluíram os alunos em suas brincadeiras e no dia a dia dos estudos, até mesmo no relacionamento com uma menina que tem paralisia cerebral”, lembrou Vitor Franco, durante palestra do Instituto São José dos Pinhais de Capacitação Humana, organizada em abril.

PautaSJP.com

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