Aumenta impasse Fruet X Richa com manutenção da greve de ônibus

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Nesta terça-feira (27), será mais um dia que começa sem ônibus com a paralisação do transporte coletivo de Curitiba que atinge mais de 2 milhões de passageiros, somados os usuários das cidades vizinhas que vão para a Capital, como de São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Piraquara, Pinhais, entre outros municípios. Ontem (26) de tarde, a greve também atingiu o transporte interno. Com o segundo dia de greve dos motoristas e cobradores, o impasse entre governo do Estado (Comec), que subsidia o valor da tarifa da para a Prefeitura de Curitiba (URBS), só aumentou, o que deve agravar o funcionamento da Rede integrada de Transporte (RIT), ou seja, vai sobrar para os usuários dos ônibus. No dia 04 de novembro, o prefeito Gustavo Fruet e o govenador Beto Richa se encontraram mas o assunto não veio à mesa.

A reunião, no Palácio do Governo, que aconteceu um mês após o período eleitoral, dia 04 de novembro, aparentava que depois da reeleição de Richa o desentendimento político do apoio de Fruet à senadora Gleisi Hoffmann, que concorreu ao governo do Estado, havia se esfriado. O departamento de Comunicação de ambos os órgãos divulgou que o tema da conversa foi o repasse, pelo Estado, de recursos para readequação da Rua Agamenon Magalhães, no bairro Tarumã, em um investimento de R$ 7,5 milhões.

Dois meses depois, com o atraso do subsídio pelo governo do Paraná à URBS, houve ameaça de greve. Ontem (26), a ameaça se concretizou e o desentendimento entre Comec e URBS chegou à televisão ao vivo, no Jornalismo da RPC TV, às 12h.

O presidente da Comec, Omar Akel, reconhece que há atrasos de novembro a dezembro no repasse do Estado, que somam mais de R$ 16 milhões, mas que o montante não é tão expressivo frente a arrecadação da URBS e que o governo quer renegociar o subsídio para baixo.

O presidente da URBS, Roberto Gregório, fala que o dinheiro faz falta às empresas para elas repassarem o valor como salário dos funcionários que operam os ônibus e aponta para o fim do convênio, de forma que a Comec teria que assumir imediatamente a organização e fiscalização do transporte metropolitano.


Auto Viação São José dos Pinhais
A maior empresa de ônibus da cidade emitiu nota afirmando que os salários dos mais de mil funcionários estão em dia e que o piquete dos sindicalistas que impediu a saída dos veículos da garagem ontem não se justifica. A empresa também afirma que está em busca de apoio judicial para proibir este tipo de manifestação. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) questiona o impasse entre Comec e URBS e fala que a greve ainda tem a ver com a suspensão da assistência médica ambulatorial dos trabalhadores e familiares.

PautaSJP.com

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