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Começaram as celebrações aos 325 anos de São José dos Pinhais e a grande novidade é que a valorização da história do município no mês de março terá um capítulo diferenciado diretamente voltado à política. Como em 2013, estão marcados protestos pelo País contra os desmandos dos políticos nos cargos públicos. A manifestação de domingo (15), também convocada pelas redes sociais, reunirá os manifestantes em frente da Catedral da Rua XV, às 14h. Há dois anos, no dia 22 de junho, antes da Seleção Brasileira bater a Itália na Copa das Confederações por 4X2, mais de três mil são-joseenses mostraram a insatisfação popular contra as três instâncias governamentais, sendo Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal, incluindo queixas contra Assembleia Legislativa e Congresso.

Naquele dia, dezenas de policiais militares e membros da Guarda Municipal ocupavam prédios públicos como a Câmara de Vereadores, Prefeitura e o Fórum. O ponto de encontro foi a Caixa de Água da Praça Getúlio Vargas. Pontualmente às 14h, mais de mil pessoas, principalmente jovens, incluindo crianças acompanhadas dos pais, começaram a caminhar pela Rua XV e depois via a Rua Marcelino Nogueira.

Outro grupo também de mais de mil pessoas saiu da XV mais tarde e foi de encontro ao grupo que estava na Marcelino Nogueira. Os dois grupos se uniram somente depois porque uma estratégia deu ao protesto de São José dos Pinhais um tom inusitado “Aeroporto, aeroporto”! Bradavam os líderes anônimos da passeata.

No caminho até o Aeroporto Internacional Afonso Pena somente dois policiais acompanhavam a manifestação de moto, pois a grande maioria dos agentes de segurança estava na Prefeitura e Câmara Municipal. De forma pacifica, cerca de mil e quinhentas pessoas entraram no saguão de desembarque, sentaram e cantaram o Hino Nacional. Após o protesto retomar a Avenida Rocha Pombo, os grupos se juntaram o que gerou mais de três mil manifestantes. Naquele ano, São José dos Pinhais foi a única cidade do País que teve uma mobilização dentro de um aeroporto.


Vandalismo
Quando a noite chegou, como em outras cidades, muitos que vestiam a bandeira do Brasil e portavam cartazes de protestos foram embora e os rostos pintados deram lugar a máscaras e lenços. Após trancarem o acesso dos dois lados da Avenida das Torres na altura da trincheira da Rui Barbosa, a passeata seguiu para a divisa com Curitiba e se posicionou embaixo do portal turístico.

Com a via novamente trancada, desta vez, a Polícia Militar veio com a Tropa de Choque e dispersou o movimento com bombas de efeito moral. O protesto que começou pacífico infelizmente terminou em clima de guerra, com pedradas contra cassetetes.

PautaSJP.com – jornalista Marcos Rosa Filho

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