Governo do Estado diz que não houve feridos graves entre professores, policiais e manifestantes em geral. Seccional Paraná da OAB fala em massacre e compara que ontem (29), frente a mais de 200 pessoas atendidas em ambulâncias e hospitais, tal violência não aconteceu nos protestos de 2013.


Blog Single Foram quase duas horas de conflitos no Centro Cívico. Fotos G1 Paraná
Há dois anos, diante das manifestações contra o Poder Público, quando o movimento nacional teve vários protestos inclusive na Assembleia Legislativa, o embate entre a Polícia Militar e os integrantes da campanha Vem Pra Rua não chegou a dezenas de pessoas buscando atendimento médico com feridas causadas por bala de borracha, cassetetes e gás lacrimogênio. A comparação com mais de 200 manifestantes atingidos no Centro Cívico ontem (29), por causa da votação dos deputados estaduais no novo projeto da Previdência, é da Seccional da OAB Paraná. Em comunicado à imprensa, a Agência de Notícias do Estado diz que enfrentamento com Polícia Militar não gerou feridos graves.

Imagens de professores sendo atendidos mostram que a consequência alcançou níveis muito maiores do que estimados pela Secretaria de Segurança. A Seccional Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil emitiu nota pública em que repudia “veementemente o uso de violência no confronto entre a Polícia Militar e os manifestantes contrários às mudanças do regime previdenciário do Estado”. “A PM deveria agir para garantir a integridade da população e não executar o massacre. Exigimos do Ministério Público a imediata apuração das responsabilidades sobre lamentáveis truculências que resultaram em feridos”, critica a OAB-PR.

O Estado do Paraná abriu inquérito para apurar confronto por meio da Secretaria da Segurança Pública. A PM definiu início de inquérito para apurar a conduta dos profissionais com o acompanhamento do Ministério Público do Paraná. Treze pessoas foram detidas pela Polícia Militar, segundo balanço parcial repassado pela corporação, até à 19h30. “Nem manifestantes e nem policiais tiveram ferimentos graves”, destaca a informação da Agência.

O volume de gás disparado ao acampamento dos professores chegou a uma creche municipal que funciona no bairro. Os pais foram chamados para buscar os filhos e muitas crianças tiveram que deixar a unidade cobrindo o nariz.

Este projeto de alteração no uso dos recursos da Paraná Previdência para gerar caixa ao governo foi aprovado na Assembleia e agora segue para sansão do governador Beto Richa. Beto defende que o avanço dos policiais em direção aos manifestantes foi necessário para proteger a sede do Legislativo da iminente invasão. O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), que não precisou votar na proposta da Previdência pois não teve empate, falou aos jornalistas que o ocorrido fora da Assembleia não era responsabilidade dos deputados.

A greve deflagrada pelos professores da rede estadual desde segunda (27) continua. O principal sindicato da categoria, a APP Sindicato, pretende processar criminalmente o governador e a Presidência da Assembleia. A votação resultou em 31 votos a favor do projeto do governador e 20 contra, mais duas abstenções. O deputado são-joseense Francisco Bührer, que é do partido de Richa, o PSDB, confirmou o voto a favor.

PautaSJP.com

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