Somadas as duas greves dos professores do Paraná, paralisação chega a dois meses. Primeiramente vilã, Assembleia agora é parte mediadora, porém, não há perspectiva de retomada das aulas. Governo do Estado quer alterar data base.


Blog Single Colégio Silveira da Motta, centro de SJP, é uma das unidades paradas
O ano de 2015 praticamente ainda não começou entre os colégios paranaenses da rede pública. Quase 1 milhão de alunos estão sem aulas a mais de dois meses, quando somadas as duas paralisações. O governo do Estado atrasou salários e vencimentos de férias no período de dezembro a janeiro o que motivou a greve de fevereiro, que terminou com a retirada de projeto da Assembleia Legislativa que alterava mudanças, como na Paraná Previdência. Retomadas as aulas, o governador Beto Richa encaminhou novamente as alterações previdenciárias aos deputados estaduais o que gerou a retomada da greve e o massacre do dia 29 de abril. Somadas as duas paralisações, são 65 dias sem aulas.

Após a repercussão mundial do exagero praticado contra os manifestantes pela Polícia Militar, esperava-se um posicionamento mais amigável por parte do governador na discussão do reajuste salarial, o que não aconteceu. Primeiramente como vilã, por ter aprovado o projeto da Previdência, agora a Assembleia se tornou um órgão mediador. Sindicalistas estiveram ontem (01) com os deputados para discutirem as propostas do governo.

Professores e servidores querem aumento de 8,17%, mas o governador Beto Richa (PSDB) enviou aos deputados índice de 3,45%. A iniciativa do governo do Paraná de alterar a data base para fazer valer as novas alterações salariais deixou o clima ainda mais nervoso.

“Não aceitaremos”, resume o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Hermes Leão. “Estamos a disposição para uma nova negociação”, defende o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do governo na Assembleia.

PautaSJP.com

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