Sem resposta da J. Malucelli, compradores do Parque das Nações vão à Justiça para ocuparem seus apartamentos. Condomínio de SJP está com alvará de construção suspenso em meio a obras que deveriam ter sido concluídas há um ano.


Blog Single Segundo MP, apesar de autorizações, área de manancial não pode ser ocupada
[Atualizado 14h20]

Há alguns anos, diante da propaganda da J. Malucelli, mais de 600 famílias contraíram financiamentos e compraram com investimento a vista apartamentos no Parque das Nações, condomínio entre a Avenida Rui Barbosa e Rua Anneliese Gellert Krigsner. Como a obra no Bairro Afonso Pena tinha autorizações da Caixa, inclusive no modelo de aquisição Minha Casa Minha Vida, também com validação da Prefeitura e Instituto Ambiental do Paraná, os interessados em investir e morar achavam que seria uma boa opção. Após vários meses de atrasos de entrega das unidades, as vítimas do caso entraram na Justiça. A primeira constatação nos contratos é que a J. Malucelli não é a empresa responsável pela construção.

Segundo o Ministério Público do Meio Ambiente, por meio de decisão da 11.ª Vara Federal de Curitiba, todas as torres erguidas, que abrigam 624 apartamentos, estão em cima de área de manancial. O processo engloba marcas como Grupo J. Malucelli, Fórmula Empreendimentos Imobiliários, Spe-Parque das Nações Empreendimentos Imobiliários, Documentare (Par Corretora), Emec Incorporadora e Construtora de Obras, Partners Gestão de Ativos Imobiliários, Caixa Econômica Federal, entre outras.

“Agora, o empreendimento está sem alvará de construção, cuja renovação ainda não foi concedida pela Prefeitura. A última conversa aconteceu no dia 04 de julho e sem qualquer perspectiva de ocupação dos imóveis ou pagamento do aluguel pelos responsáveis aos compradores. Muitos compradores estão pagando aluguel em outros imóveis já que não tem onde morar, além disso estão pagando a taxa de evolução dos juros de obra do financiamento para a Caixa Econômica Federal, mesmo com a obra interditada e parada desde março. Os advogados da incorporadora informaram que não haverá acordos coletivos porque serão avaliados caso a caso”, conta uma compradora, que preferiu não se identificar.

Sobre a entrega das chaves, o suspense só aumenta. “Perguntamos a data de entrega das chaves e a resposta é seis meses após a liberação do alvará de construção com a Prefeitura”, acrescenta a compradora.

“Quando fomos ao ponto de venda no segundo semestre de 2012, os corretores falaram da marca de renome J. Malucelli e que seria sinônimo de credibilidade. No contrato a entrega da obra das primeiras torres é junho de 2014 e demais apartamentos em junho de 2015. O sonho virou um pesadelo”, fala o comprador Matheus Minari.

A reportagem do PautaSJP.com está tentando contato com as empresas envolvidas mas até a produção da matéria não houve retorno. Informação da Prefeitura de São José trata que para a continuidade da construção é necessário a aprovação no Conselho de Planejamento Urbano (órgão composto por membros de diversos segmentos da sociedade, como Associação Comercial (Aciap), secretarias municipais e associações de moradores para depois ser encaminhado o pedido junto a Secretaria Municipal de Urbanismo. Porém, "na última reunião - que acontecem a cada 15 dias, o Conselho não julgou o pedido por falta de documentos, e estes foram pedidos para a Construtora".

Reportagem Ric Mais
Tema foi pauta recentemente da TV Record: http://pr.ricmais.com.br/bg-curitiba/videos/obras-paralisadas-deixam-familias-sem-moradia-em-sao-jose-dos-pinhais/

PautaSJP.com

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