Mais de 500 mil orelhões terão fim pela Anatel


Em SJP, há anos, pontos de telefonia viraram esquecimento

Blog Single Ideia de transformar pontos em quiosques com wi-fi gratuito não foi pra frente
Por causa de um custo de ligação muito mais caro do que com celular, equipamentos com defeito, falta de ergonomia, entre outros fatores, levaram os orelhões ao esquecimento. A ideia de transformar os pontos de telefonia em quiosques com acesso gratuito de internet não foi pra frente e milhares de aparelhos ligados serão desligados. A retirada, nos próximos meses, é uma ação coordenada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em São José dos Pinhais, o maior número se concentra na Rua XV, incluindo até três aparelhos em conjunto ociosos.

Segundo a Anatel, 188 mil já podem ser encerrados porque estão praticamente sem uso. Além disso, a agência colocará em consulta pública, até o fim de março, um estudo com perguntas à sociedade sobre a evolução tecnológica da telefonia fixa e a possibilidade de mudança de regras para redistribuição e redução de orelhões no país. É o primeiro passo para a desativação de outros 350 mil aparelhos. A iniciativa de desestruturação ainda mantém um projeto de “turbinar” os telefones públicos com wi-fi e vídeo conferência.

De acordo com a Anatel, a medida significa redução de cerca de 50% do total, pois são 538 mil dos 950 mil telefones públicos no Brasil. Não haveriam muitas mudanças nos telefones instalados em escolas e hospitais.

Dados apontam que 49% dos orelhões, ou cerca de 420 mil, fazem menos de 60 chamadas ao mês ou menos de duas ligações ao dia. A receita média mensal por orelhão da Oi é de R$ 10; a da Telefônica, R$ 14. Historicamente, era de R$ 110. Entre 2007 e 2011, porém, houve uma queda na utilização de 40% ao ano.

PautaSJP.com e informações da Anatel

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