O dia em que a Agricultura de São José dos Pinhais parou para pedir Polícia ao prefeito e vereadores. Moradores da área rural trancaram as ruas centrais e protestaram na Câmara e Prefeitura contra falta de policiamento e o assassinato de Benjamin Valask.


Blog Single Família Valasky em protesto: Bruno, Adriano com o filho também Adriano, e Paulo
Ontem (27), de tarde, foi dia de protestos dos moradores da área rural de São José dos Pinhais. A chegada de caminhões, com tratores nas carretas, em apenas um quarteirão do centro da cidade, foi suficiente para interromper o trânsito em frente da Câmara Municipal e Prefeitura. Para mostrar aos vereadores e ao prefeito Luiz Carlos Setim, que não se tratava de uma simples carreata com buzinas, os motoristas trancaram os veículos e foram para frente da sede do Executivo.

A manifestação teve como principal tema a falta de policiamento entre os sítios, chácaras e fazendas. O livre acesso de marginais nas localidades agrícolas é comum na região rural, o que teria favorecido o assassinato, no último domingo (23), de Benjamin Valask, 59 anos. A esposa dele foi até o portão de propriedade da família na Rua Professor Júlio Carvalho Gomes, na Roça Velha, para dar água a dois homens que saíram de um carro tipo Escort cor preta. Não era um pedido de ajuda, mas um assalto. Benjamin e a família foram rendidos e durante o crime ele recebeu tiros e foi assassinado. Quase uma semana se passou e nenhum resultado nas investigações.

“A gente que mora na região sabe quem está circulando por aí de olho nas propriedades para entrar e roubar e até mesmo matar. Por que a polícia não vai lá e não aborda estes suspeitos? Porque não, tem policiamento. Eu saio duas, três dias por semana, no começo da manhã, para entregar verdura no Ceasa e é muito raro passar um carro da Guarda Municipal ou da Polícia Militar por mim”, questiona Paulo Valasky, agricultor no Avencal.

“Antigamente, era de madrugada. Deixar algo no quintal, como o caminhão estacionado, era pedir para ter ladrão em casa. Agora, o crime é em qualquer horário do dia. Piorou muito nos últimos anos. Nós viemos em cerca de 100 famílias para mostrar ao prefeito e vereadores que existem trabalhadores que não moram aqui no centro, mas estão dando duro onde não tem a Polícia”, reclama Adriano dos Santos, agricultor na Malhada.

Após o protesto que durou quase cinco horas, uma comissão dos manifestantes foi recebida na sede da Prefeitura com a presença de alguns vereadores. O secretário municipal de Segurança, Adriano Mulhstedt, falou que já haviam ampliado as ações na área e que vão intensificar as patrulhas da Guarda Municipal com blitzes em parceria com a Polícia Militar, pois, atualmente, há duas viaturas da Guarda e duas da PM.

O comandante da 1ª Cia. do 17º Batalhão da Polícia Militar, capitão Periguary Dias Fortes, enfatizou a necessidade de união entre as corporações de segurança e pediu que população repasse o máximo possível de informações no telefone 190.

PautaSJP.com

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