SJP está no caminho da supertrilha nacional pela Serra do Mar

Blog Single
Imagina ajeitar a mochila na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, e terminar a mesma trilha perto de Florianópolis, Santa Catarina, depois de dois meses de aventura a pé. O que é a organização de trajetos de ecoturismo comum em locais como o Arizona, nos Estados Unidos, com deslocamentos de centenas de quilômetros, pode ser implantado no Sudeste e Sul do País. A iniciativa puxada pelo Movimento Borandá, da ONG ambiental WWF-Brasil, com apoio de outras entidades, prevê a interligação de 66 Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais, também com os estados de São Paulo e Paraná.

Entre as entidades paranaenses, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, querem o engajamento da sociedade civil, governos e iniciativa privada na proteção de áreas naturais.

Segundo a WWF-Brasil, cada estado definirá localmente o traçado da trilha. O IAP planeja incluir os parques estaduais das Lauráceas, em Adrianópolis, que conecta com a divisa de São Paulo; Parque Estadual Pico Paraná, Parque Estadual Roberto Ribas Lange, Parque Estadual e Estação de Interesse Turístico do Marumbi e a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba (APA-GTBA).

No caso da APA de Guaratuba, a região de dezenas de hectares engloba as cidades de São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Guaratuba, Matinhos e Morretes. Também podem fazer parte do trajeto os Parques Nacionais Saint-Hilaire e Superagui, e o mais recente Parque Nacional, do Guaricana, que une São José dos Pinhais, Guaratuba e Morretes.

De acordo com o diretor de Unidades de Conservação do IAP, Guilherme Vasconcellos, a malha de trilhas do “Borandᔠno Paraná deve ter aproximadamente 200 quilômetros. Outra proposta que o IAP e da Secretaria do Meio Ambiente para o projeto é a participação das comunidades tradicionais do entorno das Unidades de Conservação. “Elas são fundamentais para o projeto. Serão pontos de apoio para os caminhantes, podem oferecer parada para pouso e refeição”, destaca Guilherme Vasconcellos.

O Movimento Borandá converge com o projeto Parques do Paraná, lançado em junho deste ano, para desenvolver o turismo sustentável nas unidades de conservação estaduais e de valorização do patrimônio natural. “São propostas diferentes, mas que têm a mesma finalidade, a valorização do patrimônio natural e mostrar o valor agregado que as Unidades de Conservação têm para a sociedade”, diz o secretário estadual do Meio Ambiente do Paraná, Ricardo Soavinski.

A principal inspiração nestas trilhas longas é em Apalaches, com 3,5 mil quilômetros e que cruza toda a cadeia de montanhas entre os estados da Georgia e do Maine, nos Estados Unidos.
No Brasil, algumas iniciativas para implantação da malha de trilhas conectando Unidades de Conservação já estão em prática, no Rio de Janeiro, com a Transcarioca e a travessia da Serra dos Órgãos.

PautaSJP.com e Agência de Notícias gov. Paraná

Mais imgens desta notícia

Compartilhe esta notícia no Facebook: