Congresso contraria Dilma e mantém impressão do voto na urna


Mas após ver o recibo, eleitor não ficaria com o comprovante. Receio é que papel seja usado para receber favores e dinheiro de candidatos.

Blog Single Equipamento funcionaria anexo às urnas eletrônicas [imagem reprodução TV]
A presidente Dilma Rousseff havia vetado a inclusão de impressoras de comprovante de voto nas eleições de 2018, ao argumentar que a medida aumentaria o custo do pleito em quase 2 bilhões. Ontem (18), os deputados federais, por 368 a 50 e, mais tarde, os senadores, por 56 a 5, derrubaram o veto e mantiveram a proposta do recibo eleitoral. Mas o papel não seria levado pelo eleitor, ficaria armazenado em uma bobina para servir a uma possível recontagem.

Na verdade, o receio dos autores do projeto é que o eleitor retorne das sessões eleitorais no dia da votação, apresente o comprovante e receba algo em troca, seja um favor, como uma carona, ou até mesmo dinheiro.

Mantido impedimento de dinheiro de empresas a políticos
A derrota sobre o recibo nas urnas eletrônicas não refletiu no caso do projeto de doações de empresas a políticos em campanha. O Congresso apoiou a presidente Dilma e confirmou o veto presidencial para a proposta que autoriza recursos de Pessoa Jurídica a candidatos.

A Presidência havia seguido a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), do dia 17 de setembro, de declarar inconstitucional o financiamento empresarial de campanha. No caso de doação de Pessoa Física, continua permitido mas com limite de até 10% de rendimento no ano anterior à eleição.

PautaSJP.com

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