Mais 90 motivos para criminosos agirem. Fórum de SJP teve armas guardadas pela Justiça roubadas. Hoje, cerca de 700 mil unidades de armamento podem estar custodiadas no Brasil, segundo CNJ.


Blog Single Suspeita é que ação dos bandidos fez parte de informação privilegiada
Espingardas, revólveres e armamento de grosso calibre apreendidos como fuzis ficam à disposição da Justiça para que os respectivos processos criminosos sejam julgados. As digitais dos bandidos impressas nas armas são a principal prova e as evidências ficam guardadas até que os julgamentos sejam finalizados. A medida faz parte dos procedimentos judiciais, porém, a não destruição das armas, após as perícias, causa riscos à população. Foi o que ocorreu sábado, em São José dos Pinhais, perto das 18h, quando 90 armas foram roubadas do Fórum da cidade, localizado no centro do município.

Com uniformes da mesma marca da vigilância que trabalha no local, três homens chegaram e renderam dois funcionários da empresa de segurança e eles foram amarrados. Há suspeita de vazamento de informação.

“Grande parte das armas já estavam todas protocoladas para serem encaminhadas para o Exército e só aguardavam mesmo a tramitação normal. Os ladrões dominaram o vigilantes e foram rompendo as portas", disse o delegado da Delegacia Central, Amadeu Trevisan.

Mais de 700 mil armas
Há poucos anos, o ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, propôs a inutilização imediata do arsenal de 753 mil armas custodiadas em fóruns de Justiça em todo o País e que aguardavam desfecho de processos criminais, em documento apresentado ao Ministério da Justiça.

Na época, segundo os Tribunais de Justiça dos 26 Estados e Distrito Federal, e pesquisa catalogada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 700 mil armas estavam de posse da Justiça.

Há três meses, o conselheiro do CNJ, Felipe Locke Cavalcanti, com informações de Dados do Sistema Nacional de Bens Apreendidos (SNBA), alimentado pelos Tribunais de Justiça, comentou que a mobilização nos anos anteriores não deu resultado.

“Atualmente, são 755,2 mil armas e acessórios apreendidos no país por determinação judicial. Pedimos aos tribunais de Justiça o encaminhamento, o mais rápido possível, ao Exército, para destruição do que foi apreendido em investigações criminais. Só devem ficar em poder da Justiça as armas que sejam imprescindíveis ao julgamento do processo”, fala Felipe Cavalcanti.

De acordo com as informações do SNBA, o estado do Rio de Janeiro concentra o maior número de armas e acessórios apreendidos. Das 755,2 mil unidades, 552,4 mil estão no Rio, enquanto em São Paulo há apenas 51,6 mil e em Minas, 42,4 mil. Os dados incluem também as armas brancas (facas, por exemplo).

PautaSJP.com

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