Infraero altera a partir de hoje (22) áreas de embarque e desembarque com abertura de novo espaço no Aeroporto Afonso Pena. É a maior mudança desde a internacionalização, em 1996. Em janeiro, aeroporto completa 70 anos do primeiro voo comercial.


Blog Single Setor passa de 46.000 metros quadrados para 112.176 metros quadrados
Nesta terça feira (22), a Infraero vai alterar os locais de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional Afonso Pena. Onde é o embarque e desembarque nacional será a área de saída e chegada dos voos de outros países. Os dois andares que passam a servir ao deslocamento doméstico começam a funcionar como área nova, construída ao custo final de R$ 246 milhões o que dobra a capacidade de recebimento de passageiros em 15 milhões por ano.

Segundo o superintendente regional Antonio Pallu, o projeto estará completo com as novas lojas e redes de serviços em março, quando o aeroporto passará de 46.000 m² para 112.176 m². “O aeroporto terá mais infraestrutura de operações pelos próximos 20 anos, com 32 novos guichês de atendimento nos balcões, incluindo oito novas pontes de embarque (os chamados fingers), 17 novos elevadores, seis novas escadas rolantes e quatro esteiras de restituição de bagagens”, detalha Pallu.

São em média 20 mil passageiros por dia e uma população fixa de 5 mil empregados no aeroporto e cerca de 15 mil empregos indiretos nos hotéis, com taxis, estacionamentos, empresas de logísticas e uma serie de outras atividades. “Está prevista ainda a construção de um complexo hoteleiro e um centro empresarial incluindo um centro de convenções na proximidade do aeroporto. O próximo passo é a licitação para a concessão do edifício garagem”, acrescenta Antonio Pallu.

Sete décadas
Janeiro será uma época muito importante, pois o aeroporto completará 70 anos desde que o primeiro voo comercial decolou e São José dos Pinhais passou a ter mais passageiros do que o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. Antes, de 1946, a pista servia como base aérea, aberta na época da II Guerra Mundial. A construção original do Aeroporto Afonso Pena aconteceu de maio de 1944 a abril de 1945, e foi executada pelo Ministério da Aeronáutica em cooperação com o Departamento de Engenharia do Exército Norte-Americano.

A área correspondente ao antigo Aeroporto Afonso Pena foi desapropriada para a construção das pistas de pouso, com o mesmo traçado hoje existente. Operavam com voos regionais e internacionais, as seguintes companhias: Varig, iniciada em 15 de janeiro de 1946 no Aeroporto de Bacacheri, com a linha Florianópolis - Porto Alegre – Pelotas - Jaguarão e Montevidéu; Cruzeiro do Sul; Real - com voos regionais e Assunção, em 1955; Panair - Assunção em 1946; Aeronavis Brasil - atendendo a linha Rio de Janeiro - Poços de Caldas e Porto Alegre, bem como linhas internacionais.

Quando a Base Aérea passou a atender a Aviação Civil, foi construída uma estação de passageiros que esteve em uso até 1959. Na época, comportava um bar, sala de espera, área ajardinada, escritório de administração e manutenção, bomba de gasolina, caixa d'água, farol, torre de controle (erguida em madeira e com altura de 35 metros), balizamento de pista (luz amarela), gerador de energia alternativa, além de equipamento de rádio-transmissão-recepção.

Em 1959, o Aeroporto Afonso Pena era o quarto aeroporto em movimento de aeronaves, quando o Ministério da Aeronáutica precisou construir uma nova estação de passageiros com área de 2.200 metros quadrados. Este terminal de passageiros foi inaugurado em 05 de fevereiro de 1959, durante o Governo de Moysés Lupion, com então Ministro da Aeronáutica, o Brigadeiro Menescal. As obras executadas em 1959 permaneceram inalteradas até a década de 70.

A partir de 1974, Portaria n.º 120 Gm-5, de 03 de dezembro de 1973, definiu que o Aeroporto Afonso Pena fosse administrado pela Infraero. Em 1977, foi concluída a ampliação do terminal de passageiros, quadruplicando sua capacidade de atendimento, proporcionando mais conforto aos usuários e empresas aéreas. Mesmo com todas as remodelações e com ampliações efetuadas, as obras não foram suficientes para atender a demanda crescente de passageiros e cargas.

Em 1991, o aeroporto contava com um déficit operacional estimado em 40%. Sendo assim, começaram as obras de construção de um novo terminal de passageiros.

O aeroporto foi o segundo no Brasil a ter o Sistema Integrado de Tratamento de Informações Aeroportuárias - SITIA. Movimento de aeronaves, informações sobre voos, telefones internos e externos, circuito fechado de televisão e todas as operações do novo terminal estão interligadas, como ocorre nos aeroportos mais modernos do mundo.

O prédio onde funcionava o antigo terminal de passageiros foi totalmente reformulado para se tornar um moderno terminal de carga aérea, com uma área total de 12 mil metros quadrados.

Com a construção do novo terminal e o aumento da demanda de passageiros, em 26 de junho de 1996, o Aeroporto Afonso Pena passou a ser internacional. A inauguração aconteceu no dia 26 de julho de 1996, com a presença do então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; do Ministro da Aeronáutica, Lélio Viana Lobo e do Presidente da Infraero, à época, Adyr da Silva.

PautaSJP.com e informações da Infraero

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