Fotojornalista Leandro Taques apresentou trabalho sobre Pequim no período olímpico

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Viagem fez parte dos projetos do fotógrafo de visitar países em evidência internacional como Afeganistão e Angola

O fotojornalista Leandro Taques retornou de Pequim, na China, após a conclusão das olimpíadas em 24 de agosto, com um farto material que retrata a evolução da capital comunista e agrícola na economia mais emergente dos últimos dez anos, desde que o país se abriu ao mercado internacional para os investimentos corporativos externos.
Leandro não foi ao país oriental para cobrir os jogos, tema que também fez parte das suas imagens, pois procurou se integrar às comunidades e andar muito por Pequim sem uma pauta específica. “Eu mantive o olhar com relação às pessoas, que é um dos meus principais temas de trabalho, apesar da China, por ser um país que se moderniza radicalmente no dia-a-dia, gerar imagens plásticas e arquitetônicas incríveis. E dos países que visitei como Afeganistão, Paquistão, Angola e Emirados Árabes, foi o país que eu menos estudei ou fiz leituras a respeito, portanto, foi uma imersão sem uma pauta definida, onde em cada esquina ou pessoa que eu fotografava e falava em inglês, eu era levado para outro local, até mesmo para a casa dos chineses, compartilhando a refeição com eles”, contou Leandro, durante palestra na PUC-PR para cerca de 50 alunos do primeiro ano do período diurno e noturno de jornalismo, realizada em 17 de setembro.
As olimpíadas começaram dia 06 de agosto e Leandro Taques viu de perto a extrema organização dos jogos quanto a infra-estrutura e contribuição do povo chinês com os estrangeiros. “Realmente foi uma realização impecável quanto aos horários, infra-estrutura e segurança, pois eu viajei na companhia de dois colegas fotógrafos, o Rodolfo Bührer e o Edson Alves, e andávamos de madrugada tranqüilos com o equipamento, pois não era apenas a sensação de ter segurança, mas de se sentir seguro, para pegar ônibus, taxi ou metrô. E no caso dos chineses, nas estações de metrô, a calma com que milhares deles passavam pelos detectores de metais, sem reclamar de nada, era incrível. Neste ponto quero destacar que não é uma obediência impositiva que tem a ver com Mao Tse Tung ou outro período ditatorial, mas um respeito à ordem que não transparece tristeza, e sim disciplina, que faz parte da cultura chinesa há séculos, e eles não se posicionam perante a gente como coitadinhos”, falou Taques.
Quanto as informações sobre a poluição o fotógrafo confirma o que foi divulgado pela imprensa internacional. “Eu fiquei praticamente um mês em Pequim e vi o sol em três ou quatro dias no máximo”, enfatizou Leandro.
Sobre a cultura chinesa como referência da cultura brasileira a distância seria muito grande. “O chinês de Pequim não parece culturalmente nem com o chinês aqui de Curitiba que vende pastel ou qualquer outro segmento que eles sejam caracterizados. É uma cultura totalmente diferente, mas não acho que eles sejam tão receptivos só por causa da olimpíada, parece que é algo comum a eles. Os chineses possuem um trato e cuidado com as crianças maior do que nós. Aqui é comum ver as pessoas darem preferência no ônibus para os idosos, e em Pequim, além dos idosos, nenhuma criança fica de pé nos ônibus, pois todos dão seu lugar para elas” , concluiu Leandro.
O fotógrafo pagou a viagem com recursos próprios e espera ter retorno com a venda das imagens que encaminhou para as agências de notícias em que colabora como fotojornalista, como a Gazeta Press, Folha Press e Agência Estado. Informações e imagens da viagem de Leandro Taques para Pequim estão no endereço http://blogdotaques.blogspot.com, que incluem textos e fotos das olimpíadas e do cotidiano dos chineses em Pequim.

[PautaSJP.com]

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