Subseção-OAB em SJP pede Polícia Federal no caso Parque das Nações. Famílias, que compraram e deram entrada nos financiamentos, estão há dois anos sem poder ocupar os apartamentos.


Blog Single Compradores com os contratos que traziam a marca J.Malucelli
Desde 2014, a construção do condomínio de prédios Parque das Nações, na Avenida Rui Barbosa, ao lado da BR 277, enfrenta problemas para se erguer. Na parte ambiental, são várias acusações, inclusive da Promotoria de Meio Ambiente, de que o terreno é área de manancial, apesar das aprovações na Prefeitura e governo do Estado. Quanto às empresas Emec Incorporadora e Construtora de Obras e Partners Gestão de Ativos Imobiliários, os próprios funcionários nos canteiros falam em atraso de pagamentos. Diante dos impasses com governo e responsabilidade civil dos construtores, as famílias completaram dois anos sem ter os mais de 600 apartamentos adquiridos. A Subseção São José dos Pinhais da Ordem dos Advogados do Brasil entrou no imbróglio.

“Trata-se de propaganda enganosa de um bem financiado pela Caixa Econômica Federal, além de suspeitas de concessão ilegal de licença ambiental em área de manancial e alvará de construção, o que deve ser objeto de investigação pela Polícia Federal. Verificamos na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público, e o andamento na Justiça Federal, a angústia dos consumidores nos processos judiciais. É necessária uma resposta rápida para garantir a indenização para estas pessoas. Não há dúvida de que responsabilidades devem ser apuradas imediatamente pela Polícia” diz o presidente da Subseção, Jaiderson Rivarola.

Para este sábado (23), às 9h30, mais um protesto está sendo organizado pelos investidores e compradores a partir do local da obra. Eles não esquecem que houve propaganda enganosa. A publicidade nos outdoors e até mesmo as pastas que guardavam os contratos tinham a marca J.Malucelli Imóveis, sendo que o conglomerado de Construção Civil, J Malucelli, do empresário Joel Almeida, é praticamente o mesmo nome, mas sem o ponto (.) depois da letra J.

O construtor Eugênio Caetano do Amaral Neto é parente de Joel Almeida. O grupo J Malucelli nega qualquer participação no projeto em São José. A afinidade comercial já constou entre eles quando Eugênio apareceu como recebedor de empréstimo de Joel Almeida, conforme prestação de contas quanto Joel concorreu a uma vaga ao Senado pelo Paraná. Após os atrasos, a marca J. Malucelli deixou de ser usada por Eugênio Amaral Neto.

PautaSJP.com

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