Sábado (02) tem o 1º Encontro de Conscientização do Autismo


Ainda antes de ser realizado em São José dos Pinhais, a mobilização das famílias, na divulgação desta síndrome que surge na infância, ganhou as redes sociais

Blog Single Ana Brambila é fotógrafa em SJP, e mãe de Pedro, de três anos
Em uma época em que a sociedade cobra muito das pessoas serem inteligentes, simpáticas e líderes em seus grupos educacionais, no trabalho e convívio em geral, uma parcela significativa das famílias se depara com filhos diagnosticados como autistas, mas sem muito apoio em como lidar com isso. O autismo é uma síndrome que surge nos primeiros anos de vida, de forma que meninos e meninas possuem dificuldades, em diferentes níveis, de socialização, o que também atinge a aprendizagem e o amadurecimento emocional. Em uma iniciativa inédita, mães e pais de crianças autistas promovem sábado (02), às 14h, no Parque da Fonte (bairro Afonso Pena), o 1º Encontro de Conscientização do Autismo em São José dos Pinhais, na data mundial da mobilização.

A fotógrafa Ana Brambila é mãe de Pedro, de três anos, e de conversas com pessoas próximas descobriu que outras famílias possuem as mesmas dificuldades, de encontrar profissionais capacitados em dar o diagnóstico adequado e prestarem serviço de qualidade no desenvolvimento emocional e físico dos pequenos.

“Quando as ideias foram parar nas redes sociais, é que nos deparamos com tantos pais que passam pelas mesmas dúvidas e desafios. Depois do diagnóstico do Pedro, quando ele ainda era um bebê, foram cerca de oito meses batendo cabeça até nós compreendermos sobre o que é o autismo e que tipo de atenção especial teríamos que dar a ele”, comenta Ana Brambila.

O empresário Charles Bittencourt, também de São José dos Pinhais, é pai de Gabriel, de quatro anos. “Esta troca de informações é muito importante, pois nos dão os atalhos do que precisamos ler e entender quanto aos assuntos neurológicos e ainda sobre os momentos muito específicos do dia a dia. Recentemente, eu levei o Gabriel a um shopping para ele brincar naquelas estruturas de diversão com bolinhas. Eu orientei as atendentes que se elas o chamassem ele não iria responder. Aconteceu que tive de explicar a uma mãe que o Gabriel não estava sendo uma criança ruim para o filho dela, mas que era uma reação típica de autistas”, lembra Charles Bittencourt.

A amizade digital que se formou nos computadores e celulares gerou a programação do encontro familiar que inclui a participação de médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e pedagogos também convidados a participarem de rodas de conversas em um lanche comunitário. Informações com o grupo de organizadores 9225-8429 (Ana Brambila) e 9552-4011 (Nilva Matara).

PautaSJP.com

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