Eco Guaricana leva ambientalistas na Usina da Chaminé


Primeira unidade Força e Luz do Paraná (1931), na área rural de SJP, é abastecida com água da Represa do Vossoroca e produz energia com o Rio São João

Blog Single Descida de mais de 300 metros é um dos atrativos até a Casa das Máquinas
No último sábado (04), como parte das comemorações ao Dia Nacional do Meio Ambiente (05), a Eco Guaricana levou um grupo de ambientalistas e empresários do Turismo para conhecerem a primeira usina hidrelétrica do Paraná e uma das pioneiras no Brasil. No caminho para a Região da Guaricana, área rural de São José dos Pinhais, está localizada a Usina da Chaminé, da Copel, complexo em funcionamento desde 1931. Quando levantaram a Usina da Chaminé, a ideia inicial era que o local funcionasse por 50 anos. Atualmente, são quatro turbinas que produzem até 18 megawatts (mw), suficiente para abastecer 40 mil pessoas. A usina não recebe turistas o que tornou a oportunidade ainda mais especial.

A visita, agendada via o departamento municipal de Turismo da Prefeitura, teve como ponto alto a descida de mais de 300 metros com o chamado trolei (bondinho de superfície). “Um passeio muito lindo. O vale onde está a usina tem uma natureza incrível”, disse um dos integrantes da Associações dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana (APAVE), Angelo Simão. Angelo é dono de uma chácara em Campo Largo e, como outros membros do grupo, transformou sua propriedade em uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN).

O bondinho é movido a cabo de aço e leva 10 pessoas em uma descida com inclinação de até 55 graus. A locomoção é o principal meio de transporte das peças de reposição até as turbinas. São cerca de 20 minutos de percurso por 650 metros de distância. Até 1999, o trolei era a vapor, depois, foi automatizado.

“Trata-se de um espaço único que completou 85 anos. A estrutura do prédio que abriga a Casa de Máquinas foi levantada com pedras da região”, comentou o diretor de Departamento de Turismo da Secretaria de Indústria e Comércio de São José dos Pinhais, Antonio Chupel.

“Com certeza, um dos lugares mais bonitos que visitei”, resumiu a educadora ambiental Cynthia Hauer Leitão, da Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba. “Muitos clientes que participam dos nossos encontros perguntam das opções de entretenimento na área rural. Agradeço o passeio de poder ver de perto esta incrível obra da Copel”, falou Marcia Loewen, da empresa Open Doors, que organiza eventos na Chácara Nó de Pinho.

O operador da Copel, Paulo Cardoso, explicou que a unidade foi crucial para o desenvolvimento de Curitiba. “Foram adquiridos equipamentos da Alemanha que eram os mais modernos antes da II Guerra. Antigamente, famílias moravam aqui com os funcionários. Com a informatização de todo o sistema, no final dos anos 90, o quadro de colaboradores foi reorganizado diminuindo a necessidade de dezenas de funcionários”, acrescentou Paulo Cardoso.


Onça parda
Um exemplo da importância da área de Mata Atlântica de mais de 200 quilômetros quadrados, desde a Represa do Vossoroca, passando pela usina, até o Rio São João, é que dentro da unidade os técnicos, às vezes, enxergam bichos raros como a onça parda, animal em extinção nas serras paranaenses.


SJP desenvolveu CTBA
Em 1927, Curitiba, com 80 mil habitantes, dispunha de capacidade geradora de 2,9 megawats incluindo a Usina Térmica do Capanema, movida à lenha e construída no final do século 19 no terreno onde hoje está a rodoviária da Capital. A obra da Usina da Chaminé teve o comando e supervisão do engenheiro americano Howell Lewis Fry, via o grupo dos Estados Unidos, Electric Bond & Share Corporation, concessionária que assumiu a construção e distribuição do serviço. A nova usina acrescentou outros 6 mw de energia para o consumo da cidade. Quando inaugurada, Chaminé tinha, à época, potência instalada de 9 mw e duas unidades geradoras. A ampliação, de 1946 e 1952, dobrou sua capacidade, incluindo mais duas unidades geradoras.

PautaSJP.com e informações AE-PR

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