OAB-PR/SJP critica prorrogação de amianto pelos vereadores


Ideia dos legisladores são-joseenses também vai contra mobilização da Secretaria de Saúde do Paraná, que busca o fim da fabricação com o material no Estado

Blog Single Grupo Observatório do Amianto foi criado dia 11 de maio
Assim que o projeto dos vereadores de São José dos Pinhais de prorrogação de produção de amianto na cidade, por mais três anos, foi divulgado, o Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) enviou parecer contrário que, inclusive, alerta a responsabilidade criminal no caso. Os políticos do Legislativo Municipal vão receber, por meio da Presidência da Casa, um comunicado de desagravo da Subseção São José dos Pinhais da Ordem dos Advogados do Paraná, já protocolado, também contra a iniciativa. A votação de quinta passada foi suspensa e o assunto será reavaliado amanhã (14). Outra instituição que tem se mobilizado contra fabricação e uso deste material, considerado cancerígeno, é a Secretaria de Saúde do Paraná.

No dia 11 de maio, a Secretaria de Estado criou o Observatório do Amianto. “Temos uma posição clara a respeito do uso do amianto. Estamos aqui hoje para contribuir e unir forças em mais essa luta a favor da saúde da população paranaense”, enfatiza o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, Sezifredo Paz.

O Observatório ainda reúne representantes de universidades, sindicatos e especialistas ligados ao tema. De acordo com o presidente da Associação Paranaense dos Expostos ao Amianto, Herbert Fruehauf, ainda não é possível prever o número de paranaenses em contato com o material, mas o índice é expressivo. “Sou um exemplo desses trabalhadores e, desde 2006, estou à frente dessa luta. A criação do grupo é um grande passo que estamos dando em direção ao fim da utilização do amianto no Estado”, diz Herbert Fruehauf.

Segundo o Observatório, o mineral ainda é encontrado em indústrias de cimento ou fibrocimento, autopeças, têxteis e químicas. Devido ao seu baixo custo, o amianto é utilizado na fabricação de quase 3 mil produtos industriais, como telhas, caixas de água, pastilhas e lonas. A exposição à substância pode dar origem a diversos tipos de problemas respiratórios, como fibrose pulmonar, podendo chegar ao desenvolvimento de câncer de pulmão.

A Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto aponta proibição em 58 países por comprovação dos efeitos tóxicos e cancerígenos. No Brasil, a utilização do amianto é vedada em sete estados: Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

PautaSJP.com









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