Vereadores de SJP mais uma vez prorrogam votação do amianto


Legisladores podem ser enquadrados em crime na Justiça do Trabalho

Blog Single A emenda segue para as comissões e será votada em plenário terça (21)
Segundo o Ministério Público do Trabalho do Estado (MPT-PR), os vereadores de São José dos Pinhais que se expressam a favor da prorrogação do uso do amianto na fabricação de produtos, como telhas, por mais três anos, podem ser enquadrados em processo criminal. "Incluindo a empresa Multilit, a única a usar amianto na cidade”, resume a procuradora do MPT-PR, Margaret de Carvalho, que veio pessoalmente à Câmara, durante sessão do dia 07 de junho, entregar parecer contrário à iniciativa. Na sessão de hoje (16 de junho), o tema ia ser levado para votação, mas, uma nova emenda prorrogou a decisão, colocando prazo de 18 meses de adequação da indústria.

A questão não parece ter unanimidade quanta as causas maléficas à saúde, mas o clima é de voto favorável à não proibição imediata. Seja só em 2017 ou 2019. Os 21 legisladores se manifestam a favor do projeto lei 721/2016.

O empresário Silvio Bortuluzzi, dono da Multilit, localizada no bairro Guatupê, também compareceu no dia 07, trazendo números. Silvio chegou a se emocionar quanto a possíveis demissões e até rezou Ave Maria.

Trabalhador há três anos da Multilit, Marcos Santos, comenta que os colaboradores estão com medo de perderem os empregos. “Não apenas quem trabalha diretamente envolvido na fabricação, porque o fim do processo vai diminuir os ganhos da empresa e consequentemente outros departamentos terão demissões”, diz Marcos Santos.

A integrante do Conselho Municipal da Saúde, Hayrah Velgatch, fala sobre o impacto também ambiental. “Além da vida dos trabalhadores, existem resíduos que mesmo com a destinação correta impactam na sociedade”, comenta Hayrah.


Posição contrária
Não são apenas as entidades ambientais que são contra a utilização de amianto. Até mesmo, grandes redes do varejo, como Balaroti e Bigolin não comercializam mais produtos com este material. Entre as instituições públicas, a Secretaria de Estado da Saúde criou, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, o Observatório do Amianto.

O objetivo é banir este tipo de industrialização do Paraná, como já aconteceu em Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A Subseção São José dos Pinhais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Paraná, via a Comissão de Direito Ambiental, apresentou um documento condenando a ideia de prorrogação à Presidência da Casa.

PautaSJP.com

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