“Não fazemos vaquejada ou derrubada de boi, mas Rodeio de Laço”


Grupos de atividades campeiras defendem uso de animais em eventos. Vereadores de SJP regulamentaram legislação que permite a prática na cidade.

Blog Single Ido Lunelli (PMDB), à esquerda, um dos autores da lei com o CTG Trote Crioulo
Para os órgãos de proteção aos animais, qualquer atividade que envolva bichos e entretenimento é inadmissível. Apresentações circenses, até com cães, são proibidas em São José dos Pinhais há anos. Grupos ligados às atividades campeiras se dizem contra a inclusão nos rodeios de derrubadas em perseguições a cavalo, como a vaquejada (pegando vacas pelo rabo), ou saltando do cavalo e torcendo a cabeça dos bezerros (rodeio americano). Por meio de uma Lei Federal, organizadores dos chamados grupos crioulos propagam que nunca foram proibidos de promover rodeios de laço, possibilidade regulamentada pela Câmara de Vereadores, durante sessão, há uma semana (Lei 705/2016).

“É uma tradição brasileira que faz parte do rodeio crioulo. Os animais, sendo os cavalos e bois, são sempre muito bem tratados. Falam que às vezes o laço pega os olhos dos bois, e não pega, porque sempre sobe para o chifre”, defende Jair Machado, patrão do CTG Trote Crioulo, entidade fundada em 1992.

A sessão do dia 30 de junho, quando foi aprovada por unanimidade a regulamentação, reuniu vários representantes de CTGs, porém, a reportagem não identificou grupos de proteção aos animais, conforme as mídias sociais convocavam.

PautaSJP.com

Compartilhe esta notícia no Facebook: