Caso reeleito, Setim terá que reverter dois processos judiciais


Decisões na Vara da Fazenda Pública são das áreas de transporte coletivo e educação. Medidas poderiam colocar o vice-prefeito para terminar possível mandato 2017-2020.

Blog Single Luiz Carlos Setim responde por improbidade na Vara da Fazenda Pública
Com a saída do empresário Rodrigo Rocha Loures (PMDB) da concorrência à Prefeitura, o prefeito Luiz Carlos Setim (DEM) não possui um adversário tão forte e que tenha um poderio financeiro para encampar uma campanha eleitoral. Se o cenário eleitoral é favorável, isso não significa que um possível segundo mandato, o quarto na carreira, acontecerá sem possíveis percalços.

Semana passada, a Vara da Fazenda Pública de São José dos Pinhais decretou bloqueio de bens do prefeito e da secretária municipal de Educação, a primeira dama Neide Setim. Também são atingidas pela medida outras sete pessoas, além de uma empresa, investigados por indícios de irregularidades na condução de uma licitação para contratação de serviço especializado em educação. A ação civil pública, formalizada pelo Ministério Público da cidade, trata o caso na Lei de Improbidade (nº 8.429/1992) e na Lei Anticorrupção (nº 12.846/2013). A decisão, antes do julgamento em primeira instância, cabe recurso.

Em 2013, referente ao mandato anterior do prefeito, de 1997 a 2004, Setim foi condenado, em primeira instância como improbidade administrativa por não ter feito, à época, licitação para o transporte coletivo na área rural, também em decisão da Vara da Fazenda Pública, atendendo a ação civil do Ministério Público.

Nos dois processos, caso o prefeito seja condenado nos próximos anos, em segunda instância, teria os direitos políticos cassados forçando a posse do vice como novo chefe do Executivo para encerrar o mandato 2017-2020.


Vazamento de gás
Na área empresarial, ontem (10) de noite, a principal atividade comercial de Setim em São José dos Pinhais foi interrompida. Dezenas de moradores do bairro São Marcos sentiram os efeitos do vazamento de gás amônia na sede do Frigorífico Argus. Segundo a Defesa Civil, dez pessoas foram encaminhadas ao Hospital São José por causa de sintomas de intoxicação, com desmaios e vômitos.

PautaSJP.com

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