Caged aponta que RMC puxou recuperação de empregos no Paraná

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De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, a formalização de vagas em carteira no Paraná, no começo deste semestre, foi puxada pelas cidades metropolitanas (RMC) como Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. Em julho, Fazenda registrou a maior contratação, segundo dados do setor industrial. O município teve um saldo – diferença entre admissões e demissões - de 322 vagas. No mês anterior, impulsionada pelas contratações da indústria de material de transporte e a fabricação de cosméticos, foi São José que apresentou o maior saldo, com 359 novos postos.

Trata-se do segundo mês seguido que uma cidade metropolitana lidera a geração de vagas. Até meados do ano, predominaram as cidades do interior na criação de novos empregos no Estado. O aumento se deve, principalmente, à melhora da atividade industrial na RMC, segundo Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, economista do Observatório do Trabalho, da Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos e responsável pelo levantamento.

“Os números já apontam para uma retomada da indústria e uma recuperação, ainda que tímida, da geração de vagas na Grande Curitiba. Isso é importante porque as regiões metropolitanas do País foram, de maneira geral, muito afetadas pela crise, com demissões do comércio e da indústria”, diz Suelen dos Santos.

Outro município da região que teve bom desempenho foi Bocaiúva do Sul, com saldo de 411 vagas nos primeiros sete meses, das quais 284 na indústria, concentrada em atividades como metalúrgica, de alimentos e madeira e mobiliário. No interior, entre janeiro a julho, a campeã de vagas foi Capanema, com saldo positivo de 2.719 vagas, efeito principalmente na construção da usina hidrelétrica de Baixo Iguaçu. Outra demanda de crescimento interiorano foi puxada principalmente pelo agronegócio. No acumulado de janeiro a julho, a agropecuária (1.281 postos) foi o setor que mais gerou empregos formais no Estado, seguido pela administração pública (632 postos).

Na direção contrária, o comércio foi o setor que mais influenciou negativamente os números de emprego no Paraná, com saldo negativo de 10.938. A indústria de transformação registrou menos 9.703 postos.
Ainda assim, o Paraná fechou com saldo, entre admissões e demissões, negativo em 5.618 no mês. Mas o volume foi menor do que em junho, quando foram perdidas 7.130 vagas, e do que mesmo período do ano passado (-12.355).

PautaSJP.com e informações do governo do Paraná

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