Artesanato com a Natureza e recicláveis engrandece decoração

Blog Single
O Natal é vermelho desde o fim do século 19, mas tem se tornado cada vez mais verde. A figura do bom velhinho é inspirada no bispo Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 (DC), e que ajudava as pessoas pobres deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. As primeiras pinturas sobre Nicolau o retratam com roupas em tons verdes e marrons, ou seja, as cores da Natureza.

Seja em pequenos objetos ou grandes estruturas, existem muitas opções natalinas com materiais recicláveis (novo ciclo) que dão beleza às decorações e ganham uma nova função sem se tornarem lixo em curto prazo, contribuindo com a sustentabilidade.

A tradição de enfeitar árvores de Natal teve origem na Alemanha, ainda no século XVI. É dos alemães também o início da prática de colocar guirlandas nas portas. O antigo costume alemão era decorar as casas com galhos verdes e velas durante o inverno, para dar esperança de que a estação mais fria logo chegaria ao fim.

Em São José dos Pinhais, gravetos e pinhas de árvores enfeitam decoração de Natal na feira de fim de ano da Economia Solidária, no centro da cidade. “Eu sempre gostei por causa da minha família, e notamos que há uma procura maior de peças com recursos naturais e recicláveis. Tenho galhos com pinhas que achei no chão, ao natural, e que receberam pintura”, comenta Dircineia de Souza Bahr, expositora na mostra cultural da Prefeitura na Rua XV.


Decoração artesanal pode durar mais, porém, o tempo disponível e custo definem grau de sustentabilidade
A bióloga Marina Baggio tem como hobby o artesanato e utiliza materiais recicláveis contribuindo com a sustentabilidade. “Ao invés de usar um porta lápis-caneta de acrílico ou plástico, que passou por um processo industrial, por que não criar o objeto com material que um dia já foi caixinha de leite tipo tetra pak?”, sugere Marina.

“No caso de decorações natalinas é a mesma ideia. É claro que dá para montar um pinheirinho com uma estrutura de ferro e as folhagens de plástico, mas esta estrutura pode ser com uma madeira encontrada na rua e as folha de papel. No caso das bolinhas, existe a técnica da bexiga estourada e, depois de alguns anos, é possível pintar as bolinhas e as cores mudam, o que não se consegue fazer com um produto industrializado”, avalia a pós-graduada em Gestão Ambiental, que trata da sustentabilidade como uma relação temporal e de custo.

“Na correria do dia a dia, comprar um pinheirinho importado da China por 10 reais vai atender a necessidade de urgência e praticidade. A questão é experimentar e fazer ações sustentáveis. Separar materiais alternativos ao longo do ano é um exercício de imaginação. Além das bolinhas de papel machê, os cones de costura podem ser o corpo dos anjinhos e as garrafas pet as folhas do pinheirinho. No caso de árvores natalinas maiores, estruturas de bambu e de pvc vão substituir o ferro e durar muitos anos. A sustentabilidade leva em conta o investimento e as etapas de um processo, pois, se o artesanal, se tornar uma tarefa muito cara, então comprar um decorativo pronto seria mais viável”, conclui Marina Baggio.

PautaSJP.com

Mais imgens desta notícia

Compartilhe esta notícia no Facebook: