O que as abelhinhas sem ferrão de São José dos Pinhais têm a ver com o Dia Mundial da Água (22/03)? Chácara recebeu professores e alunos da UFPR no estudo da meliponicultura.

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Em São José dos Pinhais, a localidade rural mais conhecida da cidade com um nome singular é a Chácara das Abelhinhas Sem Ferrão, de propriedade da Celia Alberti Dresch, localizada próxima da BR 116 no viaduto da Avenida Rui Barbosa. No Dia Mundial da Água (22 de março), o PautaSJP.com traz reportagem sobre um dos maiores benefícios para a preservação das nascentes e, consequentemente, os rios que abastecem a população e mantém a flora e fauna, que é a polinização. Uma das ações de Celia Dresch, voltada à conservação da Natureza, é a manutenção de casinhas de abelhas tipo mandaçaia.

“Comecei a criar abelhas há cerca de cinco anos e não parei mais porque esta atividade fez com que a nossa chácara ficasse ainda mais bela, e também a contribuição com o Meio Ambiente”, resume Celia, que com o passar do tempo se tornou referência na região. Ela é filiada à Associação dos Meliponicultores do Paraná.

A professora Katia Tomporoski, da área de meliponicultura, método de criação de abelhas sem ferrão, e doutoranda da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acompanhou, ontem (21), uma visita técnica ao município. “A produção do mel é importante pela possibilidade de retorno financeiro dos agricultores, porém, o ganho com a polinização beneficia toda a região”, destaca Katia Tomporoski.

“Esta cultura agrícola ganhou tanta importância que se tornou disciplina de universitários que vieram a São José, como futuros agrônomos, biólogos e zootecnistas”, fala o também professor da UFPR, João Ricardo Dittrich.

Eurico Silva é estudante do 7º período de Agronomia da universidade. “Tivemos as aulas teóricas sobre meliponicultura e é sempre interessante ver na prática o que os produtores fazem e suas experiências”, diz Eurico Silva.

A integração dos empreendedores com o meio acadêmico é elogiada pelo secretário municipal de Agricultura, Arnaldo Woitch. “O homem, de maneira geral, tem prejudicado a Natureza pelo descaso e ganancia. A polinização de insetos tão pequenos é um apoio gigante à preservação. Parabéns aos donos de propriedades rurais que dão importância ao Meio Ambiente.”

Segundo a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS) são conhecidas 400 espécies de abelhas nativas, sendo que cerca de 250 são encontradas no Brasil e 35 no Paraná. As abelhas nativas são responsáveis pela polinização de 40% a 90% das espécies da Mata Atlântica, chegando a lugares que as demais abelhas, com ferrão, não alcançam. Por terem uma constituição fisiológica diferenciada em sua língua (glossa), as abelhas meliponíneas conseguem extrair o néctar de flores que as demais abelhas não extraem. As espécies mais comuns, além da mandaçaia, são as jataí, tubuna e manduri.

PautaSJP.com

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