Eco Guaricana conheceu a incrível reserva particular Nhandara Guaricana


No Dia Internacional da Árvore (21/03), confira uma das estações ecológicas mais importantes do Brasil na divisa com o Parque Nacional do Guaricana

Blog Single Carlos Gadioli e Lincoln Ferreira na árvore tipo ceboleiro da Nhandara Guaricana que fica na divisa com a nova área do ICMBio
Pegadas de onças, veados, porcos do mato e antas. Se animais silvestres de grande porte estão por São José dos Pinhais, e procurando uma área ecologicamente protegida para ficar, há uma grande chance de estarem na reserva particular Nhandara Guaricana. O refúgio ecológico, de 290 hectares, localizado na Serra da Guaricana, faz divisa com o futuro Parque Nacional do Guaricana, área de mais de 49 mil hectares do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O órgão federal conduz estudos para abertura do parque ao público, nos próximos anos, processo oficializado no Diário da União, sendo que 200 hectares da Nhandara foram incluídos na área do ICMBio. A Eco Guaricana conheceu as trilhas em mata nativa, o ceboleiro gigante, o mirante em direção a Guaratuba, a casa dos índios e muitos outros atrativos da Mata Atlântica são-joseense na Nhandara Guaricana.

Além da fauna e flora proporcionada pela floresta típica de neblina, com grande unidade, existem muitas espécies de pequenos seres, como rãs e mini bromélias, orquídeas e microorquídeas que embelezam os trajetos em áreas manejadas com todo cuidado. Os caminhos levam aos rios e à divisa com o Parque Nacional. São dezenas de hectares que servem a estudos de grupos do terceiro setor voltados à conservação como O Boticário e SPVS (Sociedade Protetora da Vida Selvagem).

“Com apoio do Boticário, espalhamos câmeras de monitoramento que registram perto de 100 a 300 cenas por algumas semanas. Quando fui verificar se os equipamentos haviam filmado algum animal, eu fiquei doido ao ver a anta. Desde que adquiri esta terra, há cerca de dez anos, e já com o objetivo de preservar, a gente via as pegadas deste que é o maior herbívoro silvestre do Brasil. Agora temos pequenos filmes”, comemora Giacomo Clausi, que está ansioso de conseguir filmar a onça parda cujas pegadas foram fotografadas várias vezes em locais diferentes. Nhandara, em língua tupi, significa correr com rapidez.

A casa dos índios foi erguida a pedidos de órgãos governamentais ambientais quando indígenas naturais de Apucaraninha queriam conhecer outros tipos de mata pelo Estado. As paredes são de barro, o telhado de sapé caiu e deu origem a um telhado convencional, que não tira o ar rústico do local. Em cima, nas tesouras, existe o pé direito aberto, pois, somente com a fogueira interna, é possível afastar os mosquitos. Dormir lá é uma experiência muito tranquilizante, mas a floresta de noite não tem nada de silenciosa, porque a mata nativa é bem agitada sem a luz do sol.

A geografia tão particular entre a Serra da Guaricana e a Serra do Mar é extremamente bela ao anoitecer e amanhecer. O mirante com céu aberto é um cenário lindo com tucanos passando de um lado ao outro. Walther Grube, biólogo, fotografou a Nhandara Guaricana e região por mais de um ano. “O meu comprometimento foi de fazer fotos das quatro estações, portanto, morei na reserva praticamente 365 dias. Também convivi com os índios por vários meses e presenciei o quanto eles possuem de experiência para dar um jeito no que for necessário, com os recursos disponíveis”, lembra Walter Grube.

O guia da Eco Guaricana, Lincoln Ferreira, acompanhado do seu amigo, Carlos Gadioli, participaram da trilha até o ceboleiro, espécie centenária gigante típica do Sudeste e Sul. “Impressionante esta árvore, ainda mais que ela está na beirada de um rio o que a torna mais bela”, diz Lincoln Ferreira.

Nova opção de Eco Turismo e Educação Ambiental
Em breve, a parceria Eco Guaricana e Nhandara Guaricana vai resultar em uma nova opção de Eco Turismo e Educação Ambiental. “Com base nas informações do plano de ocupação, que garante a preservação de uma localidade tão frágil, nós poderemos receber como day use um número limitado e pequeno de pessoas, porém, trata-se de uma imersão bem rara e especial”, projeta Giacomo Clausi.

Veja a passagem de uma anta nas trilhas e câmeras da Nhandara Guaricana:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=J5teJfdXGTE

PautaSJP.com

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