Após acusação, Secretaria de Urbanismo de SJP rebate vereador Abelino


Político acusou secretário Adão Cetnarski Neto de perseguição e uso indevido do cargo na Prefeitura

Blog Single Secretário Adão Cetnarski Neto e o vereador professor Abelino (PSB)
Depois da confusão em que o vereador professor Abelino (PSB) arranca o celular da servidora que o estava gravando na Secretaria Municipal de Urbanismo, semana passada, o político acusou o secretário de Urbanismo de São José dos Pinhais, Adão Cetnarski Neto, de perseguição política e uso indevido do cargo na Prefeitura. Os questionamentos com relação ao funcionamento da Secretaria e a conduta do gestor foram rebatidos por meio de um comunicado da Prefeitura.

Abelino é conhecido na cidade por manter barraca de propaganda política na Rua XV, até em período sem campanha oficial. Atualmente, é candidato a deputado estadual. Recentemente, ele recebeu notificação da pasta por obstrução da via.

“Tenho lutado quase que sozinho contra crimes ambientais que vem ocorrendo em nossa cidade, muito deles com anuência do executivo, mas especificamente pela Secretaria de Urbanismo, no qual em alguns dos crimes há indícios que o próprio Secretário de Urbanismo (sua empresa) executa os projetos o que é ilegal (Art. 68, §1° C/C art.69 da Lei orgânica municipal). Desde então, comecei a investigar essa secretaria solicitando documentos e informação, (...) solicitei a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) através do requerimento nº 156/2018, com o intuito de investigar mais a fundo sobre essas liberações e contrapartidas, (...) fui o vereador mais votado de São José dos Pinhais, agora que apresentei meu nome para as eleições como candidato a deputado estadual estou sofrendo perseguições como esta calúnia”, escreveu o vereador na sua conta de Facebook.

Para a Prefeitura, as queixas contra o secretário de Urbanismo de São José dos Pinhais, Adão Cetnarski Neto, são improcedentes. “Adão Neto é servidor público efetivo lotado na Secretaria de Urbanismo, há mais de 20 anos, e nunca foi envolvido em qualquer conduta irregular, não possuindo qualquer processo junto ao Ministério Público, Poder Judiciário ou mesmo na esfera administrativa, (...) com relação ao suposto empreendimento a que o Sr. Vereador se refere como crime ambiental, o mesmo foi licenciado no ano de 2016, época em que o servidor exercia sua função na SEMU como agente administrativo, não tendo portanto poder de decisão quanto ao caso, (...) com relação à empresa privada, cabe destacar que o servidor é sócio cotista da mesma, em total consonância com o permitido pelo Estatuto do Servidor, em seu artigo 182. Sobre as contrapartidas de empreendimentos, esclarece que as mesmas são definidas por um grupo de técnicos de diversas Secretarias, após a análise do Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV, e aprovadas pelo Conselho Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano – CMPDU, o qual é composto de forma paritária com representantes do poder público e da sociedade civil”, diz a nota.

A informação segue quanto a negativa de informações e o fato que desencadeou a confusão: “Ressaltamos que não procede a afirmação de que a SEMU se negou a fornecer informações aos assessores do Sr. Vereador, uma vez todas as informações solicitadas foram respondidas, tendo ainda sido solicitado de maneira cordial a regularização do uso do espaço público utilizado pela barraca instalada na Rua XV de Novembro - fato este que gerou o lamentável episódio ocorrido no dia 14/08, onde foi registrada a situação nunca antes passada na Secretaria de Urbanismo, dada a incompatibilidade da conduta esperada do Sr. Vereador com os servidores”, encerra a nota.

Reportagem anterior sobre o caso e a acusação na íntegra do vereador Abelino: http://www.pautasjp.com/noticia.php?nid=4295

PautaSJP.com

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