Conselho de Meio Ambiente de SJP realiza encontro multi setorial


Além da prestação de contas sobre as diretrizes estipuladas na Conferência 2017, evento lançou a data da Conferência 2019, em 13 de julho

Blog Single Evento ocorreu ontem (11) no Plenarinho da Câmara
Representantes de órgãos públicos como Prefeitura de São José dos Pinhais, Emater e Sanepar, de empresas e projetos ligados ao Meio Ambiente, além de instituições voltadas à ecologia e terceiro setor, participaram da 1ª Reunião Interinstitucional do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento (CMMAS), ontem (11), de tarde, no Plenarinho da Câmara de Vereadores. A diretoria tratou das diretrizes estipuladas na Conferência 2017 e lançou a data da Conferência 2019, que será realizada na Casa de Leis em 13 de julho.

“O primeiro encontro do ano é uma prestação de contas para a comunidade do que vem sendo realizado pelo conselho e novas propostas e projetos. A reunião interinstitucional tem a ver com o objetivo de reunirmos diferentes segmentos da sociedade. Estamos contentes com a interação do público e palestrantes”, comentou a presidente do CMMAS, Ana Trelha.

A primeira explanação da tarde foi sobre Pagamentos de Serviços Ambientais, com Celso Arruda, do departamento de Saneamento Básico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Existe o Fundo do Meio Ambiente que recebe recurso da Sanepar destinados para a ampliação do sistema de saneamento e uma parte do que é arrecadado pode ser aplicada em projetos de preservação da Natureza. Por meio dos órgãos e a sociedade, os programas de conservação do Meio Ambiente estão sendo implantados e as planilhas dispostas para novos programas ou ampliação do que é realizado”, comentou Celso Arruda, que enfatizou a importância da proteção da área rural devido ao aumento populacional nas localidades que são bacias de captação.

Megrithe Bruneto tratou dos programas de gestão ambiental da Sanepar, incluindo as chácaras em processo de desapropriação e construção da Barragem do Miringuava. “São 527 hectares a serem inundados no aumento de captação de água. Todo o projeto, desde o início, teve participação de muitas pessoas envolvidas na pesquisa de engenharia e de manutenção da fauna e flora”, disse Megrithe Bruneto.

Anke Salzman, engenheira florestal da Fundação O Boticário, acrescentou que a indústria de cosméticos e perfumes, como outras marcas, utiliza água da região do Miringuava. “Sem água e sem consciência ambiental não há industrialização e empregos. A iniciativa privada cada vez mais tem tido conhecimento do seu papel”, falou, Anke Salzman, gestora de negócios e biodiversidade.


Reservas particulares e zona de raízes
Carlos Ferreira, da diretoria da Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana (Apave), entidade que reúne vários proprietários de Reservas Particulares (RPPNs), chamou a atenção quanto a falta deste mecanismos municipais de apoio ao dono de locais passíveis de preservação. “Seria um ganho para a cidade que um dos maiores municípios da região e um dos principais corredores de biodiversidade do País tivesse RPPNs e o PSA pode contemplar financeiramente as estações ecológicas particulares”, sugeriu Carlos Ferreira.

Adiel Gomes de Araújo, membro do CMMAS, como presidente da Comissão de Monitoramento e Biodiversidade, e integrante da Associação dos Produtores Orgânicos e dos Meliponicultores de São José dos Pinhais (Apromel), fez o convite para a criação e acompanhamento das zonas de raízes. “Com a preocupação de aumento de esgotos, é imprescindível que o tratamento com as zonas de raízes seja incentivado. Este sistema está sendo monitorado e avaliado por meio de análises em quatro propriedades agrícolas, para então serem aprovadas pela Vigilância Sanitária Municipal”, convidou Adiel de Araújo.

PautaSJP.com

Mais imagens desta notícia

Compartilhe esta notícia no Facebook: