A união faz a força

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Por Adelino Venturi

O assunto do momento é a fusão de dois grandes bancos brasileiros: Itaú e Unibanco. Dir-se-á, entre nós leigos nessas questões intrincadas de mercado financeiro, que este seja um assunto para especialistas.
Concorda-se. É oportuno, porém, analisar que a fusão entre dois bancos nacionais muito populares também nos diz respeito, como cidadãos e clientes.
O assunto também é interessante porque essa fusão de grande porte acontece no momento de uma grande crise, que foi gerada nos Estados Unidos e promoveu a quebradeira de bancos importantes em todo o mundo.
Aqui no Brasil, porém, opta-se pela edificação de um sistema bancário com capacidade para atuar na linha de frente do mercado financeiro mundial.
Para nós brasileiros deve ser motivo de orgulho.
O dia de ontem, por exemplo, foi cheio de otimismo nesse sentido, de o Brasil vir a ser referência também na área do sistema financeiro.
Todos nós sempre tivemos a sensação de que o mundo financeiro é muito distante da nossa realidade, do nosso cotidiano de trabalho e de vida econômica e social. Mas, não é. Ao contrário, esse mundo está muito próximo de todos nós, dos empresários, dos trabalhadores em seu grande leque de atividades profissionais, das donas de casa, dos estudantes, das crianças, dos jovens, dos adultos e idosos.
É praticamente unânime a opinião de que a fusão do Itaú com o Unibanco é positiva para o sistema financeiro e para os brasileiros.
Os analistas comentam que a concentração no setor bancário é uma tendência mundial e o mercado deve ver esta fusão como um bom sinal.
Para nós que atuamos numa área econômica dinâmica, o mercado imobiliário, a simples idéia de que podemos contar com instituições bancárias sólidas e de grande porte é um alento.
Não se deve temer que a concentração venha produzir um monopólio no sistema bancário do país. O mercado financeiro é competitivo. A rede bancária briga (no bom sentido) por clientes oferecendo um já amplo leque de taxas, promovendo, assim, a necessária competitividade.
Ainda ontem tivemos a oportunidade de acompanhar neste jornal Metrópole a opinião dos dirigentes da holding Itaú-Unibanco.
Roberto Setúbal, do Itaú, disse que o Brasil terá cinco ou seis bancos muito fortes disputando o mercado mundial.
Devemos lembrar que nos Estados Unidos, por exemplo, acontecem grandes fusões no sistema bancário para evitar a quebradeira provocada pela crise dos empréstimos imobiliários.
No caso do Brasil, a fusão Itaú-Unibanco se dá para favorecer o incremento da competitividade. Isso significa que a nossa economia vai bem, inclusive nas áreas de comércio e prestação de serviços.
Os analistas também indicam que ainda há muito espaço para o crescimento do mercado financeiro.
É lógico, que outros bancos brasileiros que são de grande porte e muito competitivos, como Bradesco e Banco do Brasil, também realizarão as mudanças e os ajustes para compartilhar essa nova e saudável realidade.
Para nós cidadãos e empresários do ramo imobiliário a fusão Itaú-Unibanco é a boa notícia, a boa nova nestes tempos de temor pelos efeitos da crise dos empréstimos imobiliários nos Estados Unidos.

Adelino Venturi é empresário e coordenador da Câmara Setorial Imobiliária da Associação Comercial de São José dos Pinhais

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