Movimento Viva Água deve investir R$ 6 milhões no Rio Miringuava


Fundação O Boticário deu início ao programa com R$ 1,5 milhão. Iniciativa pretende captar mais R$ 4,5 milhão com marcas parceiras como Instituto Renault.

Blog Single O presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner
A Indústria O Boticário foi criada há mais de 30 anos em São José dos Pinhais e sempre teve a Natureza como base de formação e conceito dos produtos. A marca investe em vários programas de preservação de cunho próprio, incluindo a reserva particular em Guaraqueçaba, Salto Morato, e recursos a terceiros, como ONG’s, para a preservação da fauna e flora brasileira. Nesta semana, a empresa, com participação do criador do Boticário e presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner, anunciou R$ 1,5 milhão para ampliar os cuidados com o Rio Miringuava, que está passando por um processo de aumento da bacia de captação de água, pela Sanepar.

Como outras indústrias da região do bairro Afonso Pena, a produção utiliza água do Miringuava, que chega também ao sistema usado pelos curitibanos. São cerca de 230 mil pessoas, além de agricultores, que dependem do fornecimento de água que vem da bacia. O programa, em parceria com demais apoiadores como a Montadora Renault e o Instituto Renault, foi intitulado Viva Água.

O movimento Viva Água tem R$ 1,5 milhão da Fundação para os primeiros 18 meses do projeto. A previsão é que a participação de outras empresas gere ao todo R$ 6 milhões nos próximos cinco anos para alavancar as estratégias de conservação e restauração de 25 km, da nascente ao percurso natural do rio.

“Buscamos mais apoiadores da indústria, comércio, poder público e sociedade civil organizada para colocar em prática um plano de melhoria da infraestrutura natural e alavancagem de negócios com impacto social e ambiental positivo na bacia do Rio Miringuava. O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica a longo prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca Miguel Krigsner.

“Queremos mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a população têm dos serviços oferecidos pela Natureza. A partir dessa conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum.

Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário, indica que a empresa tem mapeado quais seriam os impactos da indisponibilidade de água. “Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio."

“O Rio Miringuava é um dos mais importantes para São José dos Pinhais seja pela biodiversidade no seu entorno da nascente à foz; seja pela importância econômica, tanto para agricultores, quanto para o Turismo Rural e as indústrias; e ainda pelo fornecimento de água para o abastecimento da nossa cidade e em breve dos municípios vizinhos, considerando a barragem que está em construção”, diz o prefeito de São José dos Pinhais, Toninho Fenelon.


Perigo ambiental
Entre os problemas encontrados na bacia hidrográfica do Rio Miringuava, estão questões como a escassez hídrica e a grande quantidade de sedimentos nos rios. Em 2018, durante um período de estiagem, muitos poços secaram e os agricultores da região enfrentaram racionamento de água. Já em períodos de chuva intensa, como no final de maio, a quantidade de sedimentos no rio aumenta, podendo limitar a disponibilidade de água e sobrecarregar o sistema de tratamento, acarretando possível elevação de custo e tempo com o tratamento da água.

Ainda segundo o Boticário, sem processos de restauração e conservação do patrimônio natural na região, a disponibilidade hídrica da bacia e a qualidade da água que chega para tratamento continuarão a ser comprometidas. “Muitas áreas de preservação permanente encontram-se degradadas na bacia do Miringuava e características de uso e ocupação do solo na região contribuem para o aumento da quantidade de sedimentos e poluentes nos corpos d’água da bacia. Preservar e recuperar a vegetação nativa, assim como a adoção de melhores práticas de uso do solo, podem contribuir para melhorar este cenário”, explica a diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes. Além da restauração e conservação, o movimento pretende incentivar a agricultura sustentável e o Turismo Rural na região.


Barragem
O projeto da Barragem do Rio Miringuava faz parte do Plano Diretor SAIC – Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba e Região Metropolitana, para garantir o suprimento de água de São José e outras cidades do Sul da Capital, como Fazenda Rio Grande. Nas fases anteriores, ocorreram as desapropriações de chácaras. Atualmente, encontra-se na etapa de finalização da construção para abertura das comportas e alagamento.


Obra
Quando ficar pronta, a Barragem do Miringuava vai garantir o atendimento à demanda por água tratada dos moradores da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O valor total do empreendimento é de R$ 87,8 milhões. A altura da barragem será de 24 metros, equivalente a um prédio de oito andares, com extensão de 309 metros. A bacia hidrográfica é utilizada como manancial de abastecimento público há mais de 30 anos, com a captação de água direta do rio. Atualmente, o sistema Miringuava, incluindo a Estação de Tratamento de Água, vem tratando menos de mil litros de água por segundo. Com a conclusão da barragem, o sistema terá dobrada a capacidade, passando a dispor de dois mil litros por segundo.


Grupo O Boticário
O Boticário, de acordo com o ranking anual da ABF (Associação Brasileira de Franchising), é a maior rede de franquias do Brasil, e com as marcas Eudora, Quem disse, Berenice? e The Beauty Box. São quase 4 mil lojas, também no exterior, e faturamento de quase R$ 10 bilhões.


Errata 11h50
Ao contrário do que a matéria do PautaSJP.com divulgou de manhã, os recursos de R$ 1,5 milhão são da Fundação Grupo Boticário e os outros R$ 4,5 milhão ainda serão serão captados pelo Programa Viva Água.

PautaSJP.com e informações do O Boticário

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