STOCK CAR – Quanto dura um piscar de olhos?

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Por menos que isso, Thiago Camilo e Alceu Feldmann, dois postulantes ao título, ficaram fora da briga pela pole em Brasília

O equilíbrio da Copa Nextel Stock Car é cada vez maior. Prova disso é que no treino classificatório para a 10ª etapa da temporada, em Brasília, a diferença entre o melhor e o pior tempo do dia foi de oito décimos de segundo. Mas no pelotão da frente a disputa foi mais dura: nos milisegundos. O líder Ricardo Maurício assegurou a pole position, trazendo com ele Duda Pamplona na primeira fila do grid.
Para se ter uma idéia da disputa que acontece atualmente na Stock Car, um piscar de olhos dura entre 100 e 150 milésimos de segundo. Por bem menos que isso, Thiago Camilo (Texaco / Vogel) e Alceu Feldmann (Fertipar / Boettger), dois que estão no playoff, não ficaram entre os 15 melhores na primeira sessão classificatória. Eles largam em 17º e 18º lugares, respectivamente, a menos de 30 milésimos de segundo de Lico Kaesemodel, o 15º colocado no Q1.
Traçando um comparativo, o tempo que dura um piscar de olhos faz um piloto cair de seis a dez posições no grid da Stock Car. E os 30 milésimos que tiraram Feldmann e Camilo da briga pela pole é aproximadamente o tempo que o cérebro demora para interpretar e registrar cada nova imagem captada pelo olho. Mais que isso: do momento que ordenamos um movimento até a ação “já se foram” 200 milésimos. “E isso aqui na Stock é muito tempo”, destaca Feldmann.
O equilíbrio visto neste sábado é um dos maiores da história da categoria. “Ajudada” pelo anel externo de Brasília, que proporciona maior velocidade e nivela a disputa, a Stock viu hoje seus 34 carros separados por 800 milésimos de segundo no traçado de 2.919 metros do Autódromo Internacional Nelson Piquet. É apenas mais um ingrediente de emoção para a corrida marcada para às 11h deste domingo, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

GRID DE LARGADA
1º) Ricardo Mauricio (P3, SP), 2 voltas em 2:03.281 (média de 170.47 km/h)
2º) Duda Pamplona (ML, RJ), a 1.105
3º) Marcos Gomes (CA, SP), a 2.030
4º) Ricardo Sperafico (P3, PR), a 1.465
5º) Juliano Moro (ML, RS), a 2.256
6º) Ricardo Zonta (P3, PR), a 21.864
7º) Cacá Bueno (ML, RJ), 59.882
8º) Popó Bueno (CA, RJ), 59.901
9º) Ingo Hoffmann (ML, SP), 59.971
10º) Atila Abreu (P3, SP), 1:00.078
11º) Allam Khodair (CA, SP), 1:00.079
12º) Pedro Gomes (P3, SP), 1:00.130
13º) Giuliano Losacco (P3, SP), 1:00.182
14º) Nonô Figueiredo (ML, SP), 1:00.211
15º) Lico Kaesemodel (ML, PR), 1:00.276
16º) Hoover Orsi (CA, MS), 59.964
17º) Thiago Camilo (CA, SP), 59.967
18º) Alceu Feldmann (CA, PR), 59.979
19º) Daniel Serra (CA, SP), 59.985
20º) Rodrigo Sperafico (ML, PR), 59.990
21º) David Muffato (P3, PR), 1:00.033
22º) William Starostik (P3, SP), 1:00.046
23º) Felipe Maluhy (ML, SP), 1:00.060
24º) Guto Negrão (CA, SP), 1:00.070
25º) Luciano Burti (P3, SP), 1:00.099
26º) Thiago Marques (P3, PR), 1:00.134
27º) Andre Bragantini (P3, SP), 1:00.227
28º) Norberto Gresse (P3, SP), 1:00.230
29º) Antonio Jorge Neto (ML, SP), 1:00.285
30º) Valdeno Brito (CA, PB), 1:00.294
31º) Antonio Pizzonia (P3, AM), 1:00.303
32º) Tarso Marques (P3, PR), 1:00.414
33º) Mario Romancini (CA, SP), 1:00.450
34º) Carlos Alves (ML, SP), 1:00.564

CLASSIFICAÇÃO - PLAYOFF
1) Ricardo Maurício, 245 pontos;
Marcos Gomes, 245 pontos;
3) Thiago Camilo, 232;
4) Giuliano Losacco, 223;
5) Atila Abreu, 217;
6) Cacá Bueno, 214;
7) Valdeno Brito, 212;
Popó Bueno, 212;
9) Allam Khodair, 208;
10) Alceu Feldmann, 207;

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