Mais de 200 participantes ampliaram conhecimento em SJP sobre as abelhas sem ferrão


Workshop de Meliponicultura no Rancho Caminho das Águas teve palestras, feira, visitas na mata e oficinas sobre os insetos e a conservação da Natureza

Blog Single Explanações técnicas e depoimentos pessoais sobre as abelhas aconteceram das 9h às 17h
Ao contrário da Apicultura, a Meliponicultura trabalha exclusivamente com as abelhas sem ferrão, como a Jataí, Mandaçaia e Mirim, as chamadas abelhas brasileiras, que polinizam cerca de 30% a mais pelo fato de não terem o ferrão, em comparação às abelhas africanas. Ontem, de manhã até de tarde, mais de 200 meliponicultores, técnicos na área ambiental, proprietários de sítios e chácaras e demais interessados na criação de abelhas nativas participaram de palestras, oficinas e feira voltada à Meliponicultura, em evento organizado no Rancho Caminho das Águas como 1º Workshop de Meliponicultura da Associação dos Produtores Orgânicos e dos Meliponicultores de São José dos Pinhais (Apromel-SJP), com apoio do Sebrae, Sanepar e a Associação de Meliponicultores de Mandirituba (Amamel).

O ciclo das estações climáticas com o aparecimento das flores e depois os frutos e sementes está diretamente ligado às abelhas, além da polinização de milhares de espécies de plantas. A programação compreendeu ainda mostra de estudos sobre a contribuição da Meliponicultura para a conservação da Natureza do Rio Miringuava, localidade formada por várias áreas que farão parte da Bacia do Miringuava, represa de captação de água da Sanepar a ser inundada em 2022.

Entre os palestrantes, Felipe Thiago de Jesus. “A agroecologia e a sustentabilidade do Meio Ambiente precisa da conservação das espécies nativas e da biodiversidade em geral. O agrupamento de pessoas da Bacia do Miringuava e região, com várias entidades colaboradoras, é fundamental como propósito de geração de renda e proteção da Natureza”, disse Felipe de Jesus, gestor público da Prefeitura de Curitiba e o idealizador do Programa Jardins do Mel, instalação e monitoramento de colmeias de abelhas sem ferrão em praças e parques municipais da Capital.

Celia Dresch trouxe décadas de conhecimento e um estande com caixas pedagógicas. “Estas caixas com tampa de vidro mostram para as crianças e adultos a parte interna de uma colmeia. Sou uma propagadora das abelhas sem ferrão, como paixão e dedicação à causa”, comentou Celia Dresch, proprietária de Chácara na Colônia Zacarias.

A sede do encontro foi na propriedade da agricultora Alexandra Leschnhak. “O nosso trabalho de educação ecológica com as crianças, o plantio de orgânicos e demais ações da chamada economia verde depende das abelhas. Estamos muito contentes de receber e apoiar o evento. O Rio Miringuava Mirim passa dentro do nosso rancho e desagua no Rio Miringuava, então a saúde do rios tem a ver com a continuidade de gerações de famílias da área rural que preservam o abastecimento de água nas áreas urbanas”, falou Alexandra Leschnhak.

O presidente da Apromel, Helison Herz Girardello (Jatobá), enfatizou o perfil ecológico e de geração de renda do workshop. “Queremos divulgar e ampliar as campanhas da associação em prol das abelhas sem ferrão que contribuem com a qualidade de vida da população ao manterem a biodiversidade e os alimentos.”

“Como primeiro encontro, o sucesso está na presença de cada palestrante, instituição, expositor e visitante do evento. Agradecemos a contribuição e ajuda também para uma avaliação da proposta quando pensarmos em uma segunda edição”, destacou Adiel Araujo, da Apromel, que conduziu as apresentações.

PautaSJP.com

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