Retomada a obra de finalização da Bacia do Miringuava


Madeira da vegetação do vale que será inundado na área rural de São José dos Pinhais ainda não tem destino, conforme reunião com moradores ontem (14)

Blog Single Reunião de apresentação da nova empresa aconteceu no canteiro de obras e com participação da comunidade
Depois que a empresa Catedral Construções Civis deixou de operar a as obras de conclusão da Bacia do Miringuava, na área rural de São José dos Pinhais, houve um novo chamamento público com licitação vencida pela empresa Mecanorte, empreiteira com sede nacional em Minas Gerais. O anúncio da retomada dos projetos foi ontem (14), no canteiro organizado pela Sanepar e localizado ao lado do Rio Miringuava, com participação dos moradores locais.

Segundo o engenheiro civil William Perdigão Frade, os recursos da Caixa Econômica estão disponíveis para o período de execução dos trabalhos em 2020, sendo de janeiro a dezembro, com maior movimentação de carga de maio a outubro. “Sabemos que o atraso deixou muitos moradores chateados e temos qualificação técnica e operacional para atender esta demanda. A empresa possui décadas de experiência em obras parecidas com a Barragem do Miringuava”, comentou William Frade.

Zilene Carvalho, da empresa Painel Pesquisas, destacou que as ações sócio ambientais serão mantidas. “Fizemos muitas reuniões ano passado, também de encontros e oficinas de proteção da Natureza e empreendedorismo que terão continuidade”, comunicou Zilene Carvalho.


Madeira apodrecendo
Váerias chácaras que serão alagadas e fazem parte do vale a receber a inundação já tiveram árvores cortadas. Milhares de cúbicos de madeira, de responsabilidade da Sanepar, ficaram abandonados. Jair da Silva, que tem chácara na futura bacia, chamou a atenção dos representantes da Prefeitura e da estatal de água.

“Deveriam ter doado para uma entidade rifar a madeira, usado nos parques públicos, enfim, qualquer destino que não fosse o apodrecimento”, reclamou Jair da Silva. Participantes da reunião pediram que a madeira seja utilizada na viabilização e estrutura do colégio agrícola, unidade técnica em planejamento, a ser implantado no município.


Obra
A Barragem do Miringuava terá capacidade para armazenar 38 bilhões de litros de água. Quando ficar pronta, vai garantir o atendimento à demanda por água tratada dos moradores da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) até o ano de 2030. O valor total do empreendimento é de R$ 87,8 milhões. O volume total de água do reservatório (38 bilhões de litros) corresponde a 15.282 piscinas olímpicas. A altura da barragem será de 20 metros, equivalente a um prédio de oito andares, com extensão de 309 metros. O enchimento começa ano que vem.

A bacia hidrográfica do Rio Miringuava é utilizada como manancial de abastecimento público há mais de 30 anos, com a captação de água direta do rio. Atualmente, o sistema Miringuava, incluindo a Estação de Tratamento de Água, vem tratando menos de mil litros de água por segundo. Com a conclusão da barragem, o sistema terá dobrada a capacidade, passando a dispor de dois mil litros por segundo.

PautaSJP.com

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