Estudo da SOS Mata Atlântica aponta que SJP tem 66,43% de área nativa


Em época de rodízio de água, sendo que São José dos Pinhais abastece Curitiba em cerca de 30%, é um índice preocupante

Blog Single Colônia Castelhanos, parte de São José dos Pinhais divisa com Guaratuba (Foto Gabriel Moro)
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) lançaram o sumário executivo Resumo Fundiário, Uso do Solo e de Remanescentes Florestais, como parte de relatório que reúne uma série de estudos sobre conservação, uso e ocupação do solo no bioma, com base em pesquisas 2017 e 2018. O documento, que avaliou a situação de 117 municípios da Mata Atlântica, além da importância ecológica, também auxilia gestores públicos na tomada de decisão de políticas públicas ambientais. Além de estatísticas, traz mapas de todos os municípios analisados. De acordo com o levantamento, São José dos Pinhais ainda tem, em seus 931,73 kms quadrados, 66,43% de área nativa.

Apresentar mais da metade de regiões verdes é um diferencial positivo, mas, em época de rodízio de água, sendo que São José dos Pinhais abastece Curitiba em cerca de 30%, também é um índice preocupante, pois a diminuição de 1% já impacta na conservação dos mananciais que nascem nas montanhas são-joseenses e caem em direção à Região Metropolitana e Litoral.

Comparativamente, o Inventário Florestal Nacional 2018, edição em formato de revista produzida com apoio técnico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, traz a cidade com 58% de cobertura de florestal.


Dados são-joseenses Resumo Fundiário
Uso do Solo e de Remanescentes Florestais
66,43% de áreas naturais;
26,08% de áreas agrícolas;
7,08% de pastagem;
0,41% de projetos de reflorestamento.


Restauração Florestal
“A Mata Atlântica foi o bioma mais impactado pelas anistias do novo Código Florestal, com um uma redução de 27%, uma área maior que a do estado do Sergipe. A falta de planejamento territorial contribui para uma gestão ineficiente dos recursos, causando, por exemplo, supressão de vegetação nativa, escassez hídrica e degradação do solo. E isso ocasiona a perda de serviços ecossistêmicos fundamentais e contribui para as mudanças climáticas, já cada vez mais acentuadas. Por isso, queremos colaborar com conhecimento para o melhor gerenciamento por partes dos gestores públicos locais”, afirma Rafael Bitante Fernandes, gerente de Restauração Florestal da Fundação SOS Mata Atlântica.


Loteamentos irregulares que derrubam a mata nativa
No dia 08 de maio, a Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Pinhais e a Guarda Ambiental da Guarda Municipal interviram em uma chácara na Colônia Santos Andrade, região da Colônia Castelhanos, por loteamento e desmatamento irregular. A obra, e uso de uma escavadeira hidráulica, sem autorização, abriu estrada clandestina na área de preservação permanente APA de Guaratuba em bioma são-joseense de Mata Atlântica.

Um homem se identificou como dono do local e apresentou documentos de que teria comprado recentemente a área, entre outros registros a serem mostrados após a notificação e impedimento de continuidade de movimentação do solo. O procedimento também foi estendido para a empresa proprietária da escavadeira. Os notificados foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil, em investigação de crime ambiental, que prevê pena por corte de vegetação e loteamento irregular, conforme Lei Municipal 67/2011.

Acesse ao sumário completo

PautaSJP.com

Mais imagens desta notícia

Compartilhe esta notícia no Facebook: