Dia de Combate ao Fumo mobiliza Curitiba

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Fumantes e não fumantes que passaram pelo Centro da cidade, nesta sexta-feira (30), puderam fazer testes e receber informações sobre os males causados pelo fumo, visitando a barraca montada pela Secretaria Municipal da Saúde ao lado da Rua da Cidadania da Matriz, na praça Rui Barbosa. A mobilização marcou em Curitiba o Dia Mundial de Combate ao Fumo (31 de maio).

"É uma satisfação muito grande poder ver que o trabalho de conscientização começado pelo nosso grupo, há quase trinta anos, deu bons frutos e foi transformada em política de governo", disse o otorrinolaringologista Jayme Zlotnik, que participou da abertura oficial do evento. No dia 29 de agosto de 1980, Zoltnik liderou uma manifestação contra o fumo. A data foi transformada em Dia Estadual de Luta contra o Fumo.

Quem passou pela praça Rui Barbosa pôde fazer o teste para conferir a concentração de monóxido de carbono no organismo, com ajuda de um aparelho chamado monoxímetro, apreciar a exposição de cartazes criados por alunos da rede municipal de ensino e levar para cada mudas de flores. Ações semelhantes aconteceram nas demais Ruas da Cidadania de Curitiba: Boqueirão, Fazendinha, Boa Vista e Santa Felicidade.

"É uma forma alegre e descontraída de chamar a atenção do público para esse problema de saúde pública, que afeta muitos adultos e ameaça nossos jovens", disse a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Karin Luhm.

Os jovens são o público-alvo da campanha de combate ao fumo de 2008. Pesquisa feita em 2007 mostrou que 11% dos jovens de até 17 anos residentes na cidade fumam. "A meta é, por meio da informação, fazê-los parar e impedir que outros tenham contato com o fumo", disse Karin. Considerando-se a população geral de Curitiba, a taxa de fumantes é de 18% - 3% a menos que no período 2002/2003.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é responsável por um grande número de mortes. São cerca de 90% por câncer de pulmão, 85% por enfisema pulmonar, 25% por enfarto do miocárdio e 25% por acidente vascular cerebral (AVC ou derrame).

"Isso significa que o hábito de fumar é responsável por seis das dez causas de morte mais freqüentes entre a população de Curitiba", informa o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria da Saúde, médico epidemiologista João Alberto Lopes Rodrigues. No Brasil, a estimativa é de cerca de 200 mil mortes por ano decorrentes do tabagismo.

Iniciativa - Para não figurar nessa estatística, o representante comercial Carlos Cesar Duarte vai parar de fumar pela terceira vez. Duarte fez o teste nesta sexta-feira para verificar a quantidade de monóxido de carbono no organismo. "Fiquei impressionado com o resultado", disse. Depois de 30 anos de vício, ele foi classificado pelo aparelho denominado monoxímetro como um fumante pesado.

Depois de quase 50 anos como fumante, o reparador de eletrodomésticos Hermes de Moura também quer dar um basta no vício. "Sei que dá porque uma vez, quando fiz uma cirurgia, o médico me recomendou que não fumasse para não tossir e prejudicar a cicatrização. Além de não sentir falta, sentia nojo do cigarro. O problema é que voltei a fumar", contou.

Se desejarem, os dois podem procurar a unidade municipal de saúde de referência para controle de tabagismo mais próxima de casa. Na cidade existem 22. São elas as unidades Tarumã, Vila Leonice, Vila Esperança, Santa Felicidade, Ouvidor Pardinho, Vila Hauer, Moradias Belém, Estrela, Vila Guaíra, Vila Leão, Augusta, Ipiranga, São Paulo, Uberaba, Bairro Novo, Xapinhal, Osternack, Parigot de Souza, João Cândido e os centros de atendimento psicossocial (Caps) Boa Vista, Bairro Novo e Cajuru.

Vitória - Diferente de Duarte e Moura, o servidor público municipal Laerte Gonçalves comemora quase 10 anos longe do vício. Voluntário do Programa Municipal de Controle do Tabagismo, orgulha-se de já ter levado a mensagem anti-tabagista para mais de mil pessoas. "Já falei sobre isso para muita gente e tenho cinco pessoas, muito próximas de mim, que pararam de fumar porque ouviram o que eu tinha para dizer", afirmou.

Os argumentos usados pelo ex-fumante são simples. Segundo ele, o dinheiro empregado na manutenção do vício é um desperdício, que compromete a saúde e afasta as pessoas. "Hoje eu sei que o cheiro que impregna as pessoas é ruim e muita gente não gosta".

Assim como Laerte Gonçalves, quase 2 mil pessoas que já passaram pelas unidades de referência da rede de saúde da Prefeitura conseguiram parar de fumar. Elas representam cerca de 50% dos fumantes que começaram a participar das atividades nas unidades de referência.

Assessoria de Imprensa Prefeitura de Curitiba

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