Mestrandos em Psicomotricidade Relacional começam estudos sobre aplicação de metodologia científica

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Professor de Iniciação à Investigação comentou sobre a importância da publicação de artigos em revistas especializadas

O Ciar – Centro Internacional de Análise Relacional possui há cerca de dez anos em Curitiba e Fortaleza, a pós-graduação em Psicomotricidade Relacional, metodologia da Psicomotricidade oriunda da França, que trabalha com aspectos afetivo-emocionais e relacionais na educação e saúde. Neste primeiro semestre o Ciar abriu a primeira turma de Mestrado em Psicomotricidade Relacional, com a participação de alunos brasileiros e portugueses, pois o curso é feito em parceria com a Universidade de Évora, localizada a cerca de 100 quilômetros da capital Lisboa. Uma das disciplinas do mestrado é a Iniciação à Metodologia de Investigação, que trará ao curso o reconhecimento da comunidade científica internacional sobre as vantagens na aplicação da Psicomotricidade Relacional em escolas e clínicas.

As aulas de Iniciação à Metodologia de Investigação são responsabilidade do professor e doutor da Universidade de Évora, da disciplina de Motricidade Humana de Exercício e Saúde, Pablo Tomás Cárus. O professor, que pertence há dois anos ao departamento de Desporto e Saúde da universidade lusitana, possui diversas especialidades na Espanha nas áreas da saúde, esporte e exercícios físicos, que o qualificam para lecionar em qualquer universidade européia.

Uma das questões apresentadas aos alunos do Ciar nesta semana é a importância e como se procede a publicação de artigos científicos em revistas especializadas. “Pelo que me falaram parece que no Brasil, por um fator cultural, se dá grande valor para a publicação de livros, o que é muito válido, mas perante a comunidade científica e acadêmica, o que conta são as publicações de artigos em revistas específicas. Algumas revistas até cobram para editar as informações, pois elas contam com vários especialistas colaboradores que vão analisar os artigos, que podem ser descartados, receberem sugestões para a adequação de dados, como ocorre na maioria das vezes, ou serem publicados na íntegra”, explicou Pablo Cárus.

Sobre a Psicomotricidade Relacional ter um embasamento científico o professor comentou que a metodologia ganhará maior reconhecimento e propagação de suas aplicações na educação e saúde. “Por meio dos artigos, as publicações poderão ser lidas por estudantes, professores e especialistas em geral, de diversas áreas, reunidas em uma sistemática, que mostra quais os tipos de investigações realizadas, a estrutura utilizada, como foi a elaboração dos documentos, dos testes, qual o formato do arquivo científico utilizado, enfim, uma série de critérios para provar perante a comunidade científica, que a Psicomotricidade Relacional cumpre seus objetivos de forma efetiva. O Ciar possui uma grande bagagem de conhecimento prático no desenvolvimento da Psicomotricidade Relacional, e com o mestrado em parceria com a Universidade de Évora, o Ciar ganhará maior embasamento teórico”, disse o professor, que é autor de artigos em revistas de renome na área de saúde, do livro Pessoas Idosas e Exercícios Físicos – Plano de Trabalho Anual, e co-autor de outras publicações que abrangem a área da fisiologia, educação e esporte.

Segundo o diretor do Ciar e mestre em educação, Leopoldo Vieira, a turma de mestrandos, com mais de 30 alunos, representa os novos pesquisadores da área de Psicomotricidade. “O fato de existirem tantas pessoas investigando, aplicando testes científicos e produzindo artigos, será uma enorme contribuição para a Psicomotricidade Relacional e para a educação como um todo”, destacou Leopoldo Vieira.


Norte-americano estuda em Évora e está no Brasil
O Mestrado em Psicomotricidade Relacional entre o Ciar e a Universidade de Évora, traz professores portugueses ao Brasil, e leva professores brasileiros para Portugal. Em julho deste ano os estudantes do mestrado do Ciar vão a Évora como parte da programação do curso.

No sentido inverso, está no Brasil o aluno do mestrado em Évora, o psicólogo norte-americano Anthony Robert Coler. “Eu fiz questão de vir ao Brasil para participar das aulas do Ciar em Curitiba e Fortaleza, e acho que esta integração entre os educadores portugueses e brasileiros, onde a prática e a teoria se completam, será um novo momento para os estudantes e professores”, comentou Anthony Coler.

[Pautasjp.com]

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